Comprar e vender ações envolve mais do que apenas escolher uma empresa para investir. Para realizar estas transações, o investidor deve emitir ordens de negociação através de um intermediário financeiro, que pode ser uma corretora ou uma instituição de crédito. É fundamental que este intermediário esteja registado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e autorizado a prestar este serviço, garantindo assim a segurança nas operações.
As ordens de negociação têm um impacto significativo no preço que o investidor paga ou recebe pelas ações. Além disso, estas ordens podem ter uma validade limitada a um dia ou permanecer ativas até serem executadas ou canceladas pelo investidor.
Diferentes investidores adotam diversas estratégias ao comprar e vender ações. Alguns preferem realizar transações imediatas, independentemente do preço, enquanto outros aguardam que as ações atinjam um determinado valor antes de negociar. Assim, existem várias ordens de negociação que se adaptam a estas abordagens. A transação só se concretiza quando outro investidor realiza o movimento oposto, ou seja, para comprar ações é necessário que haja alguém a vender.
A liquidez do mercado é um fator crucial. Quanto maior o número de investidores e o volume de transações, mais fácil será executar as ordens rapidamente e com previsibilidade.
A ordem de mercado é a forma mais simples e imediata de comprar e vender ações. O investidor apenas precisa indicar a quantidade de ações que deseja negociar, e a ordem é executada ao melhor preço disponível no momento. Contudo, estas ordens só são imediatas durante os horários de negociação da bolsa. Por exemplo, se tentar comprar ações fora do horário de negociação, a ordem ficará pendente e será executada assim que o mercado abrir, ao preço de abertura.
Por outro lado, a ordem limitada permite ao investidor definir a quantidade e o preço das ações que deseja negociar. A transação só ocorre quando o preço das ações atinge o valor estipulado. Esta opção oferece maior controlo sobre o preço, embora não garanta a execução da ordem, pois as ações podem nunca atingir o preço desejado.
As ordens stop são utilizadas para comprar e vender ações quando estas atingem um determinado valor. Uma ordem stop-loss, por exemplo, protege o investidor contra perdas, convertendo-se numa ordem de mercado assim que o preço da ação atinge o valor definido. Por outro lado, uma ordem stop de compra é ativada quando o preço ultrapassa um determinado limite, permitindo ao investidor entrar no mercado numa fase de valorização.
A ordem stop-limitada combina elementos das ordens stop e limitadas. Neste caso, a ordem é ativada quando o preço stop é alcançado, mas só será executada se houver compradores ou vendedores a aceitar o preço limite definido.
As ordens de negociação, exceto as ordens de mercado, têm um limite de tempo. Por padrão, são válidas apenas durante o dia de negociação. Se não forem executadas até ao fecho do mercado, são automaticamente canceladas. Para manter uma ordem ativa por mais tempo, o investidor pode optar pela modalidade Good ‘Til Canceled (GTC), que permanece válida até ser executada ou cancelada, geralmente por um período máximo de 30 a 90 dias.
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Fonte: Doutor Finanças





