Bacalhau: Galp investe 10 mil milhões no Brasil

A Galp está prestes a dar um passo significativo na sua trajetória com o início da exploração do campo petrolífero conhecido como Bacalhau, no Brasil. Este projeto, que remonta a 25 anos atrás, representa um investimento total de cerca de 10 mil milhões de euros, dos quais dois mil milhões correspondem à participação da empresa portuguesa. Este campo, localizado na Bacia de Santos, é uma das maiores promessas da Galp no setor de energia.

Nuno Bastos, vice-presidente executivo da Galp para a área de upstream, partilhou detalhes sobre este longo processo, que finalmente está a entrar na fase crítica de produção. O investimento por furo ronda os 100 milhões de euros, e a exploração ocorre a grandes profundidades, com dois mil metros de água e mais quatro quilómetros até ao leito do mar. Apesar dos desafios, a Galp estima uma produção de 40 mil barris por dia, o que representa um aumento de 30% em relação à produção média atual da empresa. Este incremento poderá gerar um fluxo de caixa livre de 400 milhões de euros anualmente.

A capacidade total da instalação do Bacalhau é de 220 mil barris diários, o que equivale à capacidade da refinaria de Sines. Para a Galp, este projeto não é apenas uma oportunidade de lucro, mas também uma forma de garantir resiliência e crescimento a longo prazo. O investimento em Bacalhau permitirá à empresa explorar novas oportunidades, incluindo a busca por licenças de exploração e o desenvolvimento de projetos já existentes.

Além do Brasil, a Galp está a olhar para a Namíbia, onde detém 80% de um campo de 10 mil quilómetros quadrados. Nuno Bastos revelou que a empresa já fez várias descobertas promissoras na região e está à procura de um parceiro que possa acelerar o desenvolvimento do projeto. O objetivo é ter o campo em produção no início da próxima década, possivelmente em 2031 ou 2032.

Leia também  Fundo de Índice Vanguard com Potencial de Crescimento até 2030

Contudo, a exploração de petróleo levanta questões sobre a transição da Galp para energias mais limpas. Nuno Bastos sublinhou que a empresa não vê a exploração de petróleo e a transição energética como mutuamente exclusivas. A geração de caixa proveniente do upstream é fundamental para financiar investimentos em energias renováveis e na descarbonização do portfólio da Galp.

A eficiência da exploração no Bacalhau é notável, com emissões poluentes 50% inferiores à média da indústria. A Galp também está a investir em combustíveis renováveis e hidrogénio verde, embora reconheça que a viabilidade económica destas alternativas ainda não está garantida.

O projeto Bacalhau, liderado pela norueguesa Equinor, é uma das 13 unidades da Galp no pré-sal brasileiro e promete criar cerca de 50.000 postos de trabalho ao longo da sua vida útil. O nome Bacalhau foi escolhido em homenagem à tradição da Galp de nomear campos de petróleo com nomes de peixes, refletindo a origem dos seus parceiros, incluindo Portugal e Noruega.

Leia também: O futuro da energia em Portugal e o papel da Galp.

Bacalhau Galp Bacalhau Galp Bacalhau Galp Bacalhau Galp Bacalhau Galp Nota: análise relacionada com Bacalhau Galp.

Leia também: Lockheed Martin supera previsões e ações sobem

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top