Francisco Pinto Balsemão, uma das personalidades mais influentes da política e comunicação social em Portugal, faleceu esta terça-feira, aos 88 anos. O chairman da Impresa, conhecido por ser o fundador do jornal Expresso e do canal SIC, morreu de causas naturais, rodeado pela família, conforme noticiado pela SIC e pelo Expresso.
A morte de Francisco Pinto Balsemão gerou uma onda de reações, começando pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Em uma nota de pesar, o chefe de Estado sublinhou a importância de Pinto Balsemão para a liberdade de expressão e de imprensa em Portugal. “Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos”, afirmou. O Presidente destacou o papel de Pinto Balsemão na fundação do Expresso, antes do 25 de Abril, e na criação da primeira lei de imprensa democrática, além de ter sido fundamental na revolução da informação durante a transição para a democracia.
Luís Montenegro, líder do PSD, também expressou a sua tristeza pela perda de Francisco Pinto Balsemão. Durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, Montenegro recordou a proximidade que sempre teve com o ex-primeiro-ministro, elogiando a sua capacidade de análise e o seu empenho em promover os valores da social-democracia. “Foi sempre uma presença amiga e atenta, que nos desafiava a refletir sobre a situação do país e da Europa”, disse.
O impacto de Francisco Pinto Balsemão na sociedade portuguesa é inegável. Ele foi um defensor incansável da liberdade de imprensa, lutando contra a censura e promovendo uma comunicação social independente. A sua visão e liderança deixaram marcas profundas na forma como os portugueses consomem informação e participam na vida pública.
O Conselho de Ministros, em resposta à sua morte, irá decretar luto nacional na próxima quarta-feira, uma homenagem que reflete a importância da sua figura na história recente de Portugal. A nação lamenta a perda de um homem que, ao longo da sua vida, se dedicou ao serviço público e à promoção dos direitos fundamentais.
Francisco Pinto Balsemão será sempre lembrado como um pilar da democracia e da liberdade em Portugal. A sua contribuição para a sociedade e a comunicação social permanecerá viva nas memórias de todos os que o conheceram e admiraram.
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Fonte: ECO





