O Governo português manifestou a sua preocupação em relação à “instabilidade nos aeroportos” após o recente concurso para assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. A atribuição preliminar das licenças a um novo operador, o consórcio Clece/South, deixou os sindicatos de trabalhadores da Menzies em alerta.
Fernando Henriques, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), revelou à Lusa que, numa reunião realizada esta terça-feira, o Governo deixou claro que não deseja ver a situação nos aeroportos deteriorar-se. “O Governo está a acompanhar a situação e não quer instabilidade nos aeroportos”, afirmou Henriques, sublinhando que, apesar de não poder interferir no concurso, a preocupação é evidente.
Na mesma reunião, estiveram presentes representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Handling, da Aviação e Aeroportos (STHAA). Os sindicatos expressaram as suas inquietações sobre o futuro da Menzies, que anteriormente era conhecida como Groundforce, e sobre os cerca de quatro mil postos de trabalho que estão em jogo.
O relatório preliminar do concurso, ao qual a Lusa teve acesso, revelou que o júri, liderado por Sofia Simões, atribuiu uma pontuação de 95,2523 ao consórcio Clece/South, enquanto a Menzies obteve 93,0526. Durante a reunião, os sindicatos recordaram que a Menzies foi identificada em 2022 como o melhor investidor para capitalizar a empresa, o que levanta questões sobre o futuro da SPdH.
Henriques destacou que existem compromissos assumidos com a Menzies até 2026, especialmente no que diz respeito a tabelas salariais e outras matérias que dependem da atribuição das licenças. “Se as licenças não forem atribuídas à SPdH, isso poderá criar uma pressão enorme sobre os trabalhadores, resultando numa instabilidade laboral e social”, alertou.
Além disso, o dirigente do Sitava levantou preocupações sobre o conhecimento do consórcio Clece/South em questões laborais. “É extremamente preocupante que não conheçam a legislação básica do setor”, disse, acrescentando que os sindicatos têm dificuldade em compreender os critérios que levaram à escolha do vencedor do concurso.
O documento da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) indicou que um dos critérios para a seleção do operador vencedor foi a apresentação de quadros que identificassem o número mínimo de meios materiais e humanos necessários para as atividades de assistência. O consórcio Clece/South destacou-se neste critério, o que contribuiu para a sua melhor pontuação em comparação com a Menzies.
A atribuição das licenças será válida por um período de sete anos, o que torna a situação ainda mais crítica para os trabalhadores e para a estabilidade nos aeroportos. Leia também: O que tramou a Menzies no concurso das licenças.
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Fonte: ECO





