Governo enfrenta desafios para garantir excedente orçamental

Quatro anos após o início do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em Portugal, o Orçamento de Estado prevê um investimento significativo de 6.498 milhões de euros para 2026, que será disponibilizado a fundo perdido. Além disso, o Governo planeia contrair empréstimos de 2.578 milhões de euros ao longo do ano. A grande questão que se coloca é se esta verba será totalmente utilizada, uma resposta que poderá ser crucial para o futuro do excedente orçamental.

Na apresentação do Orçamento, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que o Governo está totalmente empenhado em executar a totalidade do PRR, dando prioridade às subvenções. No entanto, o economista Óscar Afonso expressa dúvidas sobre a capacidade de execução. Para ele, mais relevante do que as cativações, que são reservas orçamentais, é o montante significativo de empréstimos do PRR, que representa cerca de 0,6% do PIB. Afonso alerta que o Governo poderá optar por não financiar alguns projetos através do PRR, adiando-os para o orçamento seguinte, o que poderá resultar em encargos financeiros mais elevados no futuro.

A possibilidade de um superavit no próximo ano é considerada “provável” por Afonso, embora reconheça que a margem para tal é estreita e poderá encurtar ainda mais após a discussão no Parlamento. Contudo, ele sublinha que esse excedente poderá ser alcançado à custa de juros mais elevados da dívida pública e de orçamentos subsequentes.

João Borges Assunção também acredita que o Governo “tem a faca e o queijo na mão”. Ele defende que o ministro das Finanças tem condições para cumprir a meta de 0,1% do PIB, dado o controlo que exerce sobre o saldo orçamental. No entanto, no que diz respeito aos fundos comunitários, Assunção sugere que, se o Governo considerar que algumas verbas não são úteis, seria preferível assumir essa realidade no Orçamento do Estado, em vez de transferir responsabilidades para governos anteriores.

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Outro ponto de preocupação para os economistas é o aumento dos gastos com salários e pensões no Estado, que cresceram em conjunto 9,7 mil milhões de euros nos últimos dois anos, representando um aumento de 11,8%. Borges Assunção considera que este crescimento é excessivo e reflete a “governação de sempre em Portugal”. Afonso partilha da mesma preocupação, apontando que a distribuição de benesses a vários grupos de interesse pode reduzir a margem orçamental e complicar o trabalho do ministro das Finanças.

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Fonte: Sapo

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