O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu que os terrenos do aeroporto Humberto Delgado não serão utilizados para financiar o novo aeroporto de Lisboa. Esta afirmação foi feita durante uma visita a Chaves, no âmbito do roteiro “Ver para Fazer”, que decorre entre 21 e 24 de outubro. Pinto Luz sublinhou que a área dos terrenos fará parte do futuro Parque Cidades do Tejo, um projeto que visa o desenvolvimento urbano na capital.
“Quero tranquilizar os portugueses. A posição do Governo é clara: os terrenos do aeroporto não serão utilizados para pagar o novo aeroporto. Faremos um parque novo na cidade de Lisboa”, afirmou o ministro. Ele reiterou que o financiamento do novo aeroporto de Lisboa não virá do Orçamento do Estado, mas sim de um plano de negócios que será apresentado pela Vinci, a concessionária responsável pelo projeto.
No sumário executivo do Relatório das Consultas, a ANA (Aeroportos de Portugal) mencionou que alguns stakeholders propuseram a utilização do valor dos terrenos do atual aeroporto para ajudar a financiar o novo aeroporto de Lisboa. Contudo, Pinto Luz reafirmou que a visão do Governo é inalterável e que não haverá qualquer contribuição do Estado para este projeto. “A garantia de que não entraria um tostão do Orçamento do Estado para o novo aeroporto foi dada há um ano e foi confirmada pela Vinci”, disse.
O futuro aeroporto, que será denominado Luís de Camões, tem um custo estimado de 8,5 mil milhões de euros, conforme o Relatório Inicial da ANA. Este montante deverá ser totalmente coberto por taxas aeroportuárias. Para viabilizar o financiamento, a ANA sugere um aumento progressivo das taxas do Aeroporto de Lisboa entre 2026 e 2030, o que resultaria numa subida significativa dos valores cobrados aos utilizadores.
Além disso, a concessionária propõe a extensão da duração da concessão por mais 30 anos, de modo a permitir a amortização do investimento. Pinto Luz destacou que, embora a ANA tenha apresentado várias alterações às especificações do novo aeroporto, o Governo está disponível para dialogar, mas não para alterar a sua visão base.
“Estamos a defender os interesses do país e dos portugueses. A Vinci já apresentou a sua ambição de desenvolver o novo aeroporto de Lisboa, e agora aguardamos o projeto final”, concluiu o ministro. Para mais informações sobre o novo aeroporto de Lisboa, leia também: O futuro do transporte aéreo em Portugal.
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Fonte: ECO





