Mais de 2.700 trabalhadores do Novobanco assinaram um abaixo-assinado promovido pela comissão de trabalhadores, que denuncia a injustiça na distribuição de bónus relacionados com a venda do banco. Os colaboradores exigem ser incluídos na repartição dos prémios, sob pena de avançarem com “ações de protesto”.
A comissão de trabalhadores entregou, esta segunda-feira, as assinaturas à administração do Novobanco, liderada por Mark Bourke. Este abaixo-assinado representa cerca de 70% dos quadros da instituição, e os trabalhadores esperam que esta demonstração de unidade leve a uma reconsideração da decisão de exclusão.
Em comunicado, a comissão sublinhou a desilusão e indignação dos colaboradores face à falta de reconhecimento financeiro pela sua contribuição ao longo da última década. “Os trabalhadores do Novobanco merecem um reconhecimento justo pelo seu esforço e dedicação na recuperação e valorização do banco”, afirmaram.
A venda do Novobanco, realizada em junho entre o fundo Lone Star e o Groupe BPCE, foi fechada por um montante de 6,4 mil milhões de euros. Este negócio, que deverá ser concretizado no próximo ano, resultará em prémios milionários para os gestores do fundo e do banco, mas os trabalhadores sentem-se excluídos deste reconhecimento.
A comissão de trabalhadores estima que a atribuição de bónus aos colaboradores custaria cerca de 25 milhões de euros. Caso a administração não responda positivamente ao seu pedido, os trabalhadores estão dispostos a intensificar a sua luta. “Dada a revolta generalizada, ponderaremos novas ações de protesto”, alertou a comissão, que já solicitou uma reunião com o Ministério das Finanças.
Os trabalhadores do Novobanco continuam a lutar por um tratamento justo e equitativo, e a pressão sobre a administração aumenta à medida que as negociações avançam. Leia também: “Impacto da venda do Novobanco na economia portuguesa”.
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Fonte: ECO





