Benfica enfrenta contradições financeiras apesar de receitas recorde

O SL Benfica atravessa um momento de contradição na sua gestão financeira. Apesar de ter alcançado receitas recorde, o clube vê o seu passivo a aumentar e os capitais próprios a diminuir. Esta situação levanta questões sobre a eficácia da gestão do Benfica e revela problemas estruturais que precisam de ser abordados.

Nos últimos anos, o Benfica obteve os maiores encaixes da sua história, impulsionados pelas vendas de jogadores e pelos prémios da Liga dos Campeões. Contudo, o passivo do clube aumentou em cerca de 100 milhões de euros, o que não é sustentável a longo prazo. É essencial que a gestão do Benfica se concentre em devolver equilíbrio às contas e em reduzir a dependência de receitas variáveis, como as vendas e os prémios europeus.

Para isso, é necessário implementar uma estrutura financeira moderna e transparente, que inclua um sistema de reporting regular aos sócios. Cada euro gasto deve ser visto como um investimento e não como um custo. A gestão do Benfica precisa de rigor e de uma estrutura executiva profissionalizada, além de um Conselho Fiscal verdadeiramente independente.

Em termos desportivos, o Benfica deve deixar de viver refém do curto prazo. O ciclo de improviso, mudanças constantes de treinadores e contratações em massa não é a solução. Para vencer mais, o clube precisa de um método estável e de um modelo de futebol coerente. A visão proposta é a de um Benfica com uma estrutura desportiva integrada, onde a formação é a base, complementada por um scouting moderno e contratações estratégicas.

Investir de forma inteligente é fundamental. O Benfica deve recrutar jogadores que se alinhem com os critérios de rendimento e valor futuro, evitando desperdícios em contratações que não trazem qualidade desportiva. A estabilidade técnica e a visão tática são essenciais para que o clube possa planear a época com antecedência, garantindo que a vitória nasce da preparação.

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João Noronha Lopes, candidato à liderança do clube, destaca a sua experiência em gestão e a sua visão estratégica. Ele defende a necessidade de um plano financeiro para estabilizar as contas, um plano desportivo de longo prazo e um plano institucional que devolva ao Benfica a influência e prestígio no futebol. A liderança deve ser capaz de unir e planear, e não apenas reagir a situações.

Por último, em relação à centralização dos direitos televisivos, Lopes afirma que o Benfica deve liderar o processo, mas sem se tornar refém dele. A centralização deve valorizar o todo, reconhecendo quem realmente cria valor no futebol nacional. O Benfica, que representa uma parte significativa da audiência televisiva, não pode ser colocado no mesmo nível que clubes que pouco contribuem para o produto.

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gestão do Benfica gestão do Benfica Nota: análise relacionada com gestão do Benfica.

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Fonte: Sapo

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