O antigo presidente da República, Cavaco Silva, expressou esta terça-feira o seu pesar pela morte de Francisco Pinto Balsemão, sublinhando a importância do seu contributo para a liberdade e a democracia em Portugal. Em comunicado enviado à agência Lusa, Cavaco Silva destacou a condecoração que atribuiu a Pinto Balsemão, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, como uma “expressão máxima de gratidão” pelo seu papel fundamental na sociedade portuguesa.
Pinto Balsemão, fundador do Partido Social Democrata (PSD) e ex-primeiro-ministro, é lembrado por Cavaco Silva como um pioneiro na comunicação social livre. O ex-presidente referiu que Pinto Balsemão foi um empresário essencial para a liberdade de imprensa em Portugal, sendo um dos fundadores do semanário Expresso e da SIC, a primeira televisão privada do país.
Cavaco Silva enfatizou a ousadia de Pinto Balsemão, que se manifestou mesmo antes da consolidação da liberdade em Portugal. O antigo presidente recordou a fundação do Partido Popular Democrático, em 6 de maio de 1974, ao lado de figuras como Sá Carneiro e Magalhães Mota, como um marco importante na história da democracia nacional.
Durante o seu mandato como primeiro-ministro e líder do PSD, Pinto Balsemão destacou-se pelo seu empenho na revisão constitucional de 1982 e nas negociações que levaram à adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia. Estas ações foram cruciais para a integração do país em estruturas europeias, refletindo a sua visão progressista.
Na sua mensagem de condolências, Cavaco Silva enviou as suas sinceras condolências à família de Pinto Balsemão, afirmando que se curva perante a sua memória. O ex-líder do PSD e ex-primeiro-ministro faleceu aos 88 anos, e a notícia da sua morte foi anunciada pelo atual presidente do partido, Luís Montenegro, durante uma reunião do conselho nacional do PSD em Lisboa.
Francisco Pinto Balsemão deixa um legado indelével na política e na comunicação em Portugal. A sua visão e determinação foram fundamentais para moldar o país que conhecemos hoje. Leia também: o impacto de figuras políticas na evolução da democracia em Portugal.
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Fonte: Sapo





