A ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Ana Jorge, juntamente com os outros membros da administração destituídos em abril de 2024, solicitou à Assembleia da República a criação de uma nova comissão de inquérito. O objetivo é investigar a gestão estratégica e financeira da instituição, dando continuidade às diligências que já tinham sido iniciadas.
Na carta enviada ao presidente da Assembleia da República e aos líderes dos vários partidos, Ana Jorge, João Correia, Sérgio Cintra e Teresa do Passo pedem que a proposta seja analisada com a máxima urgência. A nova comissão de inquérito à Santa Casa de Lisboa é vista como essencial para apurar as responsabilidades políticas e os factos que levaram à exoneração dos ex-membros da administração.
Os ex-administradores, que foram destituídos pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, alegam que a sua exoneração causou “danos irreparáveis” à sua honra e reputação profissional. Consideram que a Assembleia da República é o local apropriado para avaliar as circunstâncias que rodearam a sua saída e para repor a verdade sobre a gestão da instituição.
Na carta, datada de 21 de outubro, os ex-membros da Mesa da Santa Casa afirmam que as razões apresentadas pela ministra para a exoneração são “totalmente infundadas e, na sua opinião, ilegais”. Eles contestam as declarações feitas pela ministra, tanto na Assembleia da República como na comunicação social, considerando-as “falsas e ofensivas” para os seus currículos e reputações.
Além disso, os ex-administradores argumentam que as afirmações da ministra não apenas prejudicaram a sua imagem pessoal, mas também distorceram a realidade da Santa Casa, possivelmente para favorecer futuras avaliações mais favoráveis.
A Assembleia da República já tinha aprovado, em junho de 2024, a constituição de uma comissão de inquérito para investigar a gestão da Santa Casa nos últimos 13 anos, desde a provedoria de Santana Lopes. A nova comissão de inquérito proposta pelos ex-administradores é vista como uma oportunidade para esclarecer os factos e responsabilizar quem de direito.
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comissão de inquérito Nota: análise relacionada com comissão de inquérito.
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Fonte: Sapo





