A Mota-Engil não conseguiu garantir a concessão de um lote de estradas no Brasil, que abrange uma extensão de 627 quilómetros no estado do Paraná. Este leilão, realizado na passada quinta-feira, foi disputado por quatro grupos, mas a empresa portuguesa acabou por ser superada pela EPR, que apresentou um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica das portagens.
Este projeto de concessão, que tem um prazo de 30 anos, envolve um investimento significativo de 16 mil milhões de reais, cerca de 2,5 mil milhões de euros. As obras previstas incluem a duplicação de mais de 231 quilómetros de estrada, a construção de 87,11 quilómetros de faixas adicionais, 39,49 quilómetros de desvios, além de várias infraestruturas como 74 passagens pedonais, 174 paragens de autocarro, oito passagens para animais e 18 barreiras acústicas.
A Mota-Engil não é a única a perder neste leilão, uma vez que os outros concorrentes, Motiva (anteriormente CCR) e o grupo Pátria, também participaram na corrida. Este leilão faz parte de um programa mais amplo de concessões rodoviárias no Paraná, que já viu a adjudicação dos lotes 1, 2, 3 e 6 a estes mesmos concorrentes. A Pátria ficou com o lote 1, a Motiva com o lote 3, e a EPR conquistou os lotes 2 e 6.
Na próxima semana, está agendada a licitação do último lote do Paraná, o bloco 5, que inclui troços que ligam Guaíra e Maringá a Cascavel, com um investimento estimado em 6,7 mil milhões de reais, ou 1,07 mil milhões de euros. Os interessados nesta concessão serão conhecidos na próxima segunda-feira.
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Mota-Engil Mota-Engil Mota-Engil Nota: análise relacionada com Mota-Engil.
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Fonte: ECO





