A revisão da diretiva Solvência II surge como uma oportunidade significativa para o setor segurador, especialmente para as pequenas empresas. Esta mudança, que visa adaptar as exigências regulamentares à dimensão das organizações, foi debatida recentemente em um painel que incluiu figuras proeminentes do setor, como José Galamba de Oliveira, Presidente da APS, e os CEOs de várias seguradoras.
José Galamba de Oliveira destacou a importância da proporcionalidade nesta revisão, afirmando que “esta é uma oportunidade para os mais pequenos de usufruírem desta proporcionalidade”. Segundo ele, a revisão da Solvência II poderá libertar capital, permitindo que as pequenas seguradoras inovem e aumentem a sua oferta. Além disso, Galamba de Oliveira mencionou a expectativa de um reporting mais simplificado, o que poderá facilitar a gestão interna das empresas.
A CEO da Allianz Portugal, Teresa Brantuas, também se mostrou otimista, afirmando que “a Solvência II é a prova de que o setor segurador é o setor económico mais resiliente que existe”. Para Brantuas, esta revisão poderá funcionar como um “balão de oxigénio”, permitindo que as seguradoras não transfiram todos os custos para os clientes, o que poderia resultar num aumento dos prémios.
Outro tema em discussão foi a criação de um fundo sísmico, que ainda não foi implementado, apesar de ter sido uma prioridade em várias agendas governamentais. Galamba de Oliveira enfatizou que a implementação deste fundo deve ser um esforço conjunto, lembrando que “as pessoas têm de perceber que estão a proteger os seus bens”. Um estudo de 2020 indicou que os preços para o fundo contra catástrofes naturais variavam entre 25 e 70 euros, dependendo da localização e do tipo de construção.
O CEO do Grupo Ageas Portugal também comentou que o Estado, como maior proprietário, será um dos principais contribuintes para o fundo, mas lamentou a falta de vontade política para a sua implementação. Brantuas reforçou que a responsabilidade pela criação do fundo deve ser partilhada e que a prevenção é crucial.
No que diz respeito aos seguros de saúde, a adesão dos portugueses tem vindo a aumentar. O CEO do Grupo Ageas em Portugal defendeu que é necessário repensar a abordagem a este tipo de seguro, sublinhando a importância da prevenção. Por outro lado, o CEO da Fidelidade destacou que a poupança a longo prazo é uma prioridade, mas que é essencial investir na educação financeira da população. Ele afirmou que as empresas privadas, como a Fidelidade, já estão a promover programas de incentivo, e que o Estado deve seguir o exemplo, tanto na saúde como na poupança.
Leia também: O impacto da revisão da Solvência II nas seguradoras.
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Fonte: ECO





