Heranças: o que saber sobre a gestão de património familiar

As heranças são um tema delicado, frequentemente associado à perda de entes queridos, mas também podem ser uma solução para problemas financeiros. A sabedoria popular diz que “quem não herda, não medra”, sublinhando a importância de um apoio financeiro extra. Contudo, é essencial lembrar que o que se deixa para trás reflete a vida que se viveu. Gastar tudo em vida pode ser uma escolha, mas essa decisão pode levar a provérbios que retratam a realidade de muitas famílias: “Cozinha gorda, testamento magro”.

Quando um patriarca deixa uma fortuna, surgem questões sobre o destino desse património. Muitas vezes, os herdeiros não têm uma boa reputação. Provérbios como “Lágrimas de herdeiros, risos secretos” ilustram a expectativa que rodeia a partilha de bens. O que acontece, então, quando herdeiros dissipadores entram em cena? A história está repleta de exemplos de famílias que perderam a riqueza acumulada por gerações.

“Fazenda herdada é menos estimada” e “Pai rico, filho nobre, neto pobre” são apenas alguns dos ditados que nos alertam para o risco de perder o legado familiar. A avareza também é criticada, com máximas que afirmam que “a vida do avarento é uma comédia, de que se não aplaude senão a última cena”. O avarento, por sua vez, pode ver-se rodeado de herdeiros que apenas o cercam por interesse, como sugere o provérbio “Aquele que trata um moribundo na esperança de vir a ser seu herdeiro, é uma ave de rapina”.

A questão das heranças é complexa e gera debates acalorados. Alguns defendem que é melhor gastar em vida, enquanto outros acreditam que a poupança é o caminho a seguir. “Quem junta para si, poupa para os outros” é um ditado que reflete a ideia de que a gestão do património pode beneficiar não apenas o testador, mas também os herdeiros. Contudo, é importante ter em mente que “rio que se divide, torna-se ribeiro”, o que pode significar que, quanto mais herdeiros existirem, menor será a parte de cada um.

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Na visão de alguns conselheiros, a educação é o maior legado que se pode deixar. “A educação é a mais valiosa herança que os pais podem deixar a seus filhos” é uma reflexão que nos leva a questionar se o dinheiro é realmente a única forma de garantir um futuro melhor para os nossos descendentes.

Com tantas opiniões divergentes, é natural que a questão das heranças cause confusão. No entanto, é importante agir em vez de esperar. Para o testador, o aviso é claro: “O que em vida não fizeres, de teu herdeiro não esperes”. Para os herdeiros, a mensagem é igualmente contundente: “Quem espera por sapatos de defunto, toda a vida anda descalço”.

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heranças heranças Nota: análise relacionada com heranças.

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Fonte: Doutor Finanças

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