A Mota-Engil, uma das principais construtoras portuguesas, enfrenta um revés no Brasil ao não conseguir a concessão de um lote de estradas no estado do Paraná. Este leilão, que envolveu uma extensão de 627 quilómetros, foi ganho pela empresa brasileira EPR, que apresentou uma proposta com um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica das portagens. A concorrência incluiu ainda a Motiva e o grupo Pátria, mas a Mota-Engil não conseguiu destacar-se.
O contrato da concessão, que prevê um investimento significativo de 16 mil milhões de reais (cerca de 2,5 mil milhões de euros), terá uma duração de 30 anos. Esta situação surge após a construtora ter celebrado, em setembro, um contrato para a construção de um túnel imerso no Brasil, mostrando que, apesar deste contratempo, a Mota-Engil continua a ter um papel ativo no mercado brasileiro.
Na próxima semana, será licitado o último lote do Paraná, o lote 5, que requer um investimento de 6,7 mil milhões de reais (aproximadamente 1,07 mil milhões de euros). Este lote vai ligar Guaíra e Maringá a Cascavel, e a Mota-Engil poderá ter uma nova oportunidade de se afirmar neste mercado.
Entretanto, a empresa portuguesa tem boas notícias vindas do México, onde assegurou novos contratos que reforçam a sua presença na América Latina. A Mota-Engil continua a diversificar as suas operações e a expandir-se internacionalmente, o que é crucial para a sua estratégia de crescimento.
A Mota-Engil tem demonstrado resiliência e adaptabilidade, características essenciais para enfrentar os desafios do mercado global. Apesar da perda da concessão no Brasil, a empresa mantém-se focada em novas oportunidades, tanto no México como em outros mercados internacionais.
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Fonte: Sapo





