Pensionistas terão recuperação do poder de compra em 2026

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, anunciou no Parlamento que a maioria dos pensionistas em Portugal terá “alguma recuperação do poder de compra” em 2026. Esta recuperação resulta da atualização regular das pensões, que é baseada na evolução da inflação e do crescimento económico. Apenas as pensões que ultrapassam cerca de 3.135 euros mensais deverão enfrentar uma diminuição do seu poder de compra no próximo ano.

A ministra esclareceu que a atualização das pensões será benéfica para a maioria dos reformados. “Se a atualização das pensões só por si vai repor o poder de compra? A resposta é sim”, afirmou, respondendo a uma questão do deputado comunista Alfredo Maia.

O cálculo final da atualização das pensões depende de dados que serão disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A informação sobre o Produto Interno Bruto (PIB) será divulgada a 28 de novembro, enquanto a variação da inflação sem habitação será conhecida em dezembro. Segundo as estimativas atuais, as pensões mais baixas, até dois Indexantes dos Apoios Sociais (IAS), deverão ter uma atualização superior em 0,5 pontos percentuais à inflação de 2025. Isso significa que cerca de 90% dos pensionistas poderão ver uma recuperação do seu poder de compra.

A legislação em vigor estabelece que a atualização do IAS e das pensões depende de dois indicadores: a média do crescimento real do PIB dos últimos dois anos e a variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC) sem habitação nos últimos 12 meses. No caso de o PIB crescer entre 2% e 3%, a atualização das pensões mais baixas será igual ao IPC, acrescido de 20% do crescimento económico, com um mínimo de 0,5 pontos percentuais.

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Em setembro, o INE registou uma variação média do IPC sem habitação de 2,28%. Se esta tendência se mantiver, as pensões mais baixas, que atualmente estão em cerca de 1.045 euros, terão uma atualização de 2,8% em 2026. Assim, o IAS poderá aumentar de 522,5 euros para 537,13 euros.

As pensões médias, que variam entre dois e seis IAS, deverão seguir a mesma atualização do IPC, enquanto as pensões mais altas, acima de seis IAS, terão uma atualização de 2,03%, uma vez que será deduzido 0,25 pontos percentuais. Por isso, a ministra destacou que apenas os pensionistas com rendimentos mais elevados deverão ver o seu poder de compra encolher.

Além da atualização regular, o Governo deixou em aberto a possibilidade de um suplemento extraordinário para os reformados com rendimentos mais baixos, dependendo da disponibilidade orçamental. Esta medida visa garantir a sustentabilidade do sistema de pensões.

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Fonte: ECO

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