Desafios financeiros do novo presidente do Benfica

As eleições do Benfica, que decorrem este sábado, marcam um momento crucial para o futuro do clube. Com seis candidatos na corrida, entre eles Rui Costa e Luís Filipe Vieira, mais de 160 mil sócios têm a oportunidade de decidir quem liderará a instituição nos próximos anos. No entanto, por trás das promessas e debates, existem desafios financeiros que não podem ser ignorados.

A Benfica SAD apresenta um passivo superior a 474 milhões de euros, com uma dívida líquida que quase duplicou nos últimos cinco anos. Os resultados operacionais têm sido negativos durante sete épocas consecutivas, excluindo as transações de jogadores. O novo presidente terá de enfrentar a dura realidade de um clube que depende fortemente da venda de atletas para equilibrar as contas.

Um dos principais desafios financeiros do Benfica é a redução da dívida em 100 milhões de euros nos próximos quatro ou cinco anos. Para alcançar este objetivo, será necessário não apenas gerar excedentes operacionais consistentes, mas também otimizar a estrutura de financiamento. A sustentabilidade financeira não é apenas um slogan de campanha, mas uma meta que exige uma transformação profunda no modelo de negócio do clube.

Os números revelam que, a 30 de junho de 2025, a dívida líquida da Benfica SAD era de 196,9 milhões de euros, correspondendo a 56,6% dos rendimentos operacionais. Embora tenha havido uma ligeira redução, a tendência a médio prazo continua a ser ascendente. A dependência de receitas extraordinárias, como os prémios da UEFA e o Mundial de Clubes, torna o clube vulnerável a flutuações no desempenho desportivo.

Os candidatos têm abordado a questão da rentabilidade do Estádio da Luz, propondo diversas estratégias para aumentar as receitas, desde a ampliação de zonas premium até a realização de mais eventos. Contudo, a realidade é que as receitas operacionais são altamente voláteis, com um crescimento impressionante de 30,6% em 2024/25, mas fortemente influenciado por fatores não recorrentes.

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O controlo dos Fornecimentos e Serviços Externos (FSE) é outro tema crucial. Os FSE atingiram 77,9 milhões de euros em 2024/25, com um crescimento significativo nos últimos anos. A gestão eficiente destes custos será fundamental para garantir a sustentabilidade financeira do clube. Os candidatos divergem nas abordagens, mas há um consenso sobre a necessidade de otimização.

Além disso, os gastos com pessoal da Benfica SAD ascenderam a 127,7 milhões de euros, refletindo um aumento significativo. A gestão salarial torna-se crítica, especialmente com os regulamentos da UEFA a limitarem os custos do plantel a 70% das receitas.

Independentemente de quem vencer as eleições, os desafios financeiros do Benfica são claros e exigem uma abordagem rigorosa e competente. O futuro do clube dependerá da capacidade do novo presidente em implementar as mudanças necessárias para garantir a sustentabilidade e a saúde financeira da instituição.

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Fonte: ECO

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