Hungria considera contornar sanções dos EUA a petrolíferas russas

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que a Hungria está a explorar formas de contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos a algumas petrolíferas russas. Durante uma entrevista na rádio pública, Orbán afirmou que o país tem o direito de adquirir energia a preços mais baixos, defendendo a necessidade de garantir o acesso a petróleo e gás da Rússia.

“Estamos a trabalhar em formas de contornar as sanções contra algumas empresas petrolíferas russas”, disse Orbán, sublinhando que “qualquer pessoa que queira preços mais baixos, especialmente de energia, deve apoiar o direito da Hungria de comprar petróleo e gás à Rússia, seja ao mesmo preço ou mais barato”.

A Hungria é um dos países da União Europeia (UE) mais dependentes do petróleo russo e é vista como um dos aliados mais próximos do Kremlin dentro do bloco europeu. Apesar da proibição da importação de petróleo russo pela UE em 2022, a Hungria e a Eslováquia receberam isenções devido à sua dependência dos hidrocarbonetos russos e à falta de acesso direto ao mar.

Orbán referiu ainda que “esta batalha ainda não terminou”, aludindo às restrições impostas às petrolíferas Rosneft e Lukoil e ao impacto que estas têm nos preços da energia. Recentemente, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra estas empresas, que incluem o congelamento de ativos em território norte-americano e a proibição de negócios com companhias dos EUA.

Este novo pacote de sanções europeias é o 19.º desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e prevê a suspensão total das importações de gás natural liquefeito russo até ao final de 2026, além de medidas contra a “frota fantasma” de petroleiros que Moscovo utiliza para contornar as restrições ocidentais.

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Fonte: Sapo

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