Cortes nas recomendações afetam ações do grupo EDP

As ações do grupo EDP registaram uma queda acentuada esta segunda-feira, liderando as perdas no índice PSI. Esta desvalorização é atribuída a uma série de cortes nas recomendações feitas por bancos de investimento, que expressaram preocupações sobre o desempenho futuro das empresas. Os analistas alertam que os títulos da EDP e da EDP Renováveis (EDPR) estão a negociar perto do seu limite máximo de avaliação, após um desempenho robusto nos últimos meses. Além disso, há uma expectativa em torno do que o CEO Miguel Stilwell d’Andrade irá apresentar no Capital Markets Day (CMD), agendado para 6 de novembro.

Às 13h09, as ações da EDP caíam 3,52%, fixando-se em 4,404 euros, enquanto as da EDPR deslizavam 4,13%, para 13,32 euros. Neste contexto, o índice PSI recuava 0,72%. A onda de reavaliações começou na sexta-feira, quando o Morgan Stanley rebaixou a EDPR de ‘overweight’ para ‘equal weight’, embora tenha aumentado o preço-alvo para 13,50 euros, em comparação com os 12,50 euros anteriores.

Na segunda-feira, o Deutsche Bank também cortou as recomendações para ambas as empresas, passando de ‘comprar’ para ‘manter’. O banco alemão destacou o forte desempenho das ações desde maio e afirmou que a EDP está “muito mais próxima da sua avaliação completa”. Além disso, preveem um desempenho ligeiramente abaixo do normal para a energia hidroelétrica ibérica no terceiro trimestre.

De acordo com dados da LSEG, as ações da EDP subiram 42,58% este ano, enquanto as da EDPR registaram um aumento de 32,67%. O JP Morgan, por sua vez, colocou os dois títulos na lista de “negative catalyst watch”, ou seja, ações que estão a ser monitorizadas devido a potenciais notícias negativas. O banco cortou a EDP para ‘neutral’, de ‘overweight’, sublinhando que o desempenho das ações superou em 22% o do setor elétrico.

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As expectativas em torno do CMD de 6 de novembro podem estar a sobrestimar o crescimento dos lucros da EDPR, que se espera que aumentem 71% até 2028, e a subestimar a disposição da administração da EDP em adotar uma abordagem mais conservadora nas suas orientações. O Citigroup também cortou a EDPR de ‘comprar’ para ‘neutral’, referindo que a rápida valorização das ações está a gerar um “certo nervosismo” em relação ao CMD, especialmente após um aumento superior a 30% no ano e mais de 90% nos últimos seis meses.

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Fonte: ECO

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