A Embaixada do Bangladesh em Lisboa iniciou um processo para solicitar explicações sobre os cartazes do Chega que exibem a mensagem “Isto não é o Bangladesh”. Esta informação foi divulgada pelo jornal “Correio da Manhã” e surge após a instalação dos outdoors no passado fim-de-semana, que provocaram uma onda de queixas por parte de cidadãos bangladeshes.
Os cartazes do Chega têm suscitado reações negativas, levando a embaixada a apelar à calma e sobriedade entre a sua comunidade. Na sua página oficial no Facebook, a representação diplomática pediu aos expatriados do Bangladesh que mantenham uma atitude pacífica face à situação. “A embaixada está a pedir a todos os expatriados do Bangladesh que mantenham sempre a calma, sobriedade e uma posição pacífica”, pode ler-se na publicação.
Além disso, a embaixada informou que já estabeleceu contactos com as “autoridades apropriadas” para abordar esta questão. A polémica em torno dos cartazes do Chega não se limitou a Portugal, tendo já sido noticiada pela imprensa no Bangladesh. Os media locais caracterizam André Ventura, líder do Chega, como um político “racista” e referem que a comunidade bangladeshi está a reagir com protestos e indignação.
A situação levanta questões sobre a liberdade de expressão e os limites do discurso político, especialmente em contextos que podem ser considerados ofensivos para comunidades estrangeiras. A Embaixada do Bangladesh continua a acompanhar a situação de perto e a trabalhar para esclarecer a questão junto das autoridades portuguesas.
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cartazes do Chega cartazes do Chega Nota: análise relacionada com cartazes do Chega.
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Fonte: Sapo





