Gleba reestrutura dívida de 8 milhões para aliviar pressão financeira

A padaria artesanal Gleba está a implementar uma reestruturação da sua dívida, que ascende a oito milhões de euros. Este passo surge após um investimento significativo na expansão do negócio nos últimos anos, que acabou por colocar a empresa sob pressão para cumprir os seus compromissos financeiros. A situação levou a empresa, fundada em 2016 por Diogo Amorim, a recorrer a um Processo Especial de Recuperação (PER) para se proteger dos credores.

Diogo Amorim explicou que, apesar do crescimento nas vendas e do aumento do EBITDA, a Gleba enfrenta desafios devido a atrasos na abertura de novas lojas e a algumas unidades que não atingiram o desempenho esperado. “Vemo-nos na necessidade de reestruturar a dívida da empresa”, afirmou o fundador em declarações ao ECO.

Atualmente, a Gleba possui 24 lojas na Grande Lisboa, um aumento significativo em relação às oito que tinha em 2022. O número de colaboradores também cresceu, passando para mais de 240 trabalhadores, refletindo o esforço da padaria em acompanhar a sua expansão. Contudo, este crescimento acelerado resultou numa situação financeira desequilibrada, que a empresa espera corrigir através do PER, recentemente aprovado pelo tribunal de Lisboa.

Diogo Amorim esclareceu que a reestruturação da dívida não implicará despedimentos, mas incluirá uma racionalização de custos. “Estamos a planear reduzir custos não produtivos e aumentar as vendas para diluir os custos fixos associados às lojas”, acrescentou.

Desde 2022, o passivo da Gleba mais do que duplicou, passando de 3,68 milhões para mais de oito milhões de euros. O passivo corrente, que se refere a responsabilidades de curto prazo, triplicou, atingindo cerca de cinco milhões de euros. Apesar do aumento da faturação, que cresceu 35% para 7,3 milhões de euros em 2023, os resultados líquidos foram apenas de 11,6 mil euros, uma queda acentuada em comparação com os 600 mil euros registados em 2022.

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O PER permitirá à Gleba proteger-se de ações de credores enquanto procura uma solução para a sua situação financeira. Bruno Costa Pereira foi nomeado administrador judicial provisório e terá a tarefa de elaborar um plano de recuperação a ser apresentado aos credores. O objetivo é assegurar a continuidade das operações sem que a pressão financeira comprometa a viabilidade da empresa.

A Gleba não opera em regime de franchising, sendo todos os seus estabelecimentos geridos pela mesma entidade. Além das lojas físicas, a padaria também disponibiliza uma loja online e um serviço de subscrição de encomendas, que permite aos clientes receber pão fresco em casa.

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Fonte: ECO

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