A petrolífera russa Lukoil comunicou esta segunda-feira a sua decisão de vender ativos no estrangeiro, uma medida que surge em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos devido à guerra na Ucrânia. A empresa revelou que o processo de venda já foi iniciado, destacando que as restrições afetam não apenas a Lukoil, mas também as suas subsidiárias.
As sanções norte-americanas incluem o congelamento de todos os ativos da Lukoil e da Rosneft, outra gigante do setor petrolífero russo, nos Estados Unidos. Além disso, está proibido que empresas norte-americanas realizem negócios com estas entidades, que juntas representam cerca de 55% da produção petrolífera da Rússia. A inclusão de Lukoil na lista de entidades sancionadas do SDN é um sinal claro da gravidade da situação, sendo que muitos países seguem este registo com preocupação.
A tensão aumentou após o cancelamento de uma cimeira entre os EUA e a Rússia, que estava agendada para Budapeste. O Presidente norte-americano, Donald Trump, aprovou as sanções contra a Lukoil e a Rosneft, levando o Presidente russo, Vladimir Putin, a classificar estas medidas como um “ato hostil”. Apesar disso, Putin minimizou o impacto das sanções na economia russa, ao que Trump respondeu: “Veremos em seis meses”.
A situação também levou a que países como a China e a Índia reconsiderassem as suas importações de petróleo russo, temendo sanções secundárias. O Banco Central da Rússia já ajustou as suas previsões de crescimento para o último trimestre do ano, refletindo a pressão económica resultante das sanções.
O vice-primeiro-ministro russo, Alexey Overchuk, afirmou que a Rússia sempre encontra formas de se adaptar às restrições económicas impostas pelo Ocidente. Em declarações à imprensa, Overchuk sublinhou que “com a Rússia não se pode falar numa linguagem de ameaças, de sanções”. A Ucrânia, por sua vez, continua a receber apoio financeiro e militar dos seus aliados ocidentais desde a invasão russa em fevereiro de 2022.
Os aliados de Kiev têm implementado sanções contra setores estratégicos da economia russa, com o objetivo de limitar a capacidade de Moscovo de financiar o seu esforço de guerra. A venda de ativos pela Lukoil é um reflexo direto das pressões económicas que a Rússia enfrenta neste contexto.
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Fonte: ECO





