Um estudo recente da consultora Simon-Kucher revela que Portugal é o mercado mais sensível ao preço na compra de automóveis, destacando a crescente preferência dos consumidores por marcas chinesas como BYD e MG. Realizado no segundo trimestre de 2025, o estudo envolveu mais de 6.700 respostas em 20 mercados, incluindo 210 de Portugal.
Os resultados mostram que o preço e o valor são fatores cruciais nas decisões de compra dos portugueses, com o mercado nacional a liderar em sensibilidade ao preço, superando países como Itália, França e Espanha. De acordo com o estudo, 49% das vendas de automóveis em Portugal concentram-se nos segmentos baixo e médio-baixo, enquanto os segmentos médio-alto e premium representam apenas 29% das vendas, uma diferença significativa em relação à média da União Europeia.
A ascensão das marcas chinesas em Portugal é notável. A BYD, por exemplo, mais do que duplicou a sua quota de mercado entre janeiro e setembro de 2025, passando de 0,97% para 2,17%, com um aumento de 124% nas vendas. Este crescimento contrasta com a expansão de apenas 8,75% do setor automóvel em geral, segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
O relatório da Simon-Kucher destaca que, em Portugal, o preço e o valor representam quase metade da decisão de compra, com os consumidores a priorizarem fatores como o custo do veículo, o consumo de combustível e os custos de manutenção. Esta sensibilidade ao preço abre caminho para as marcas chinesas, que oferecem produtos competitivos a preços que as marcas tradicionais não conseguem igualar.
Os portugueses demonstram uma clara preferência pelas marcas chinesas, com uma taxa de consideração superior a 50%, em comparação com a média global de 43%. Quando questionados sobre as vantagens dos automóveis chineses, 61% dos inquiridos destacam o “preço mais baixo”, seguido por 41% que mencionam a “tecnologia avançada”.
No entanto, o estudo também revela que as marcas chinesas precisam de melhorar em várias áreas para conquistar ainda mais consumidores. Os portugueses apontam a necessidade de melhores padrões de segurança, um serviço pós-venda mais eficaz e um maior reconhecimento da marca como fatores essenciais para aumentar a confiança.
A lealdade às marcas estabelecidas está a diminuir, com 57% dos consumidores a preverem que muitas delas poderão desaparecer devido à crescente concorrência das marcas de veículos elétricos. Este cenário é reforçado pela percepção de que novas marcas oferecem produtos superiores e que a proibição de motores de combustão poderá ameaçar as marcas tradicionais.
Os consumidores portugueses não estão apenas a optar por carros baratos, mas também a moldar o futuro do mercado automóvel europeu. Ao liderarem a sensibilidade ao preço e ao abraçarem marcas chinesas, os portugueses tornaram-se decisores importantes no panorama automóvel, influenciando quais fabricantes conseguirão prosperar.
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Fonte: ECO





