A Autoeuropa, a fábrica de automóveis localizada em Palmela, Setúbal, assegurou a continuidade da produção de viaturas até ao final da próxima semana, conforme afirmou o diretor-geral, Thomas Hegel Gunther. Esta confirmação surge num contexto de dificuldades no fornecimento de semicondutores, um problema que afeta toda a indústria automóvel europeia.
Gunther explicou que, apesar das dificuldades, o grupo Volkswagen tem reagido rapidamente. “Temos uma task-force que trabalha continuamente para encontrar soluções. Graças a esse bom trabalho, já assegurámos a produção de carros para esta semana e também para a próxima”, afirmou o responsável, durante um workshop sobre a transformação da fábrica em um modelo de produção sustentável, no âmbito do programa Zero Impact Factory.
Os problemas de fornecimento estão relacionados com a decisão da China de proibir as exportações de semicondutores da empresa Nexperia, que são essenciais para a produção automóvel. A Autoeuropa já tinha admitido, numa comunicação interna, que poderia ser afetada por esta situação, mas agora garante que a produção está assegurada para mais uma semana.
Thomas Hegel Gunther esclareceu que a Nexperia não é um fornecedor direto da Autoeuropa, mas sim um subfornecedor de alguns dos seus fornecedores. O grupo Volkswagen tem conseguido assegurar o fornecimento de componentes necessários para a produção de automóveis, utilizando semicondutores alternativos.
Os semicondutores são fundamentais não apenas para a indústria automóvel, mas também para outros setores, como o das telecomunicações. Gunther destacou que a globalização da economia trouxe uma interdependência significativa entre as indústrias. “Na Volkswagen Autoeuropa, temos 81 peças que contêm semicondutores dessa empresa. A globalização faz com que estejamos todos interligados e conectados com diferentes mercados”, explicou.
Além dos desafios relacionados com os semicondutores, a Autoeuropa anunciou um investimento de 300 milhões de euros nos próximos cinco anos para reduzir o impacto ambiental da fábrica. Gunther revelou que a empresa pretende reduzir a sua pegada de CO2 em 90% em comparação com 2021, através de ações concretas, como a construção de uma nova secção de pintura que substituirá o consumo de gás por energia elétrica verde.
“A substituição do consumo de gás por energia elétrica não só é vantajosa ambientalmente, mas também economicamente, pois permitirá um menor consumo de energia”, acrescentou. A Autoeuropa está a implementar diversos projetos que visam a sustentabilidade e a redução do impacto ambiental, incluindo ações de recolha de lixo e plantação de árvores em parceria com organizações não governamentais.
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Fonte: ECO





