Fed prepara novo corte de juros apesar da incerteza económica

A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) está prestes a implementar um novo corte nas taxas de juro, mesmo em meio à incerteza provocada pela paralisação do governo federal. Espera-se que, na reunião do comité de política monetária, que decorre esta quarta-feira, a Fed reduza as Federal Funds Rates em 25 pontos base, estabelecendo-as entre 3,75% e 4,00%.

Analistas do Lloyds Bank indicam que é amplamente antecipado um segundo corte consecutivo nas taxas de juro. Segundo os especialistas, os comentários recentes do presidente da Fed, Jerome Powell, e de outros membros do comité sugerem que os riscos crescentes de desemprego agora superam as preocupações com a inflação, que se mantém acima da meta. Os mercados estão a incorporar uma probabilidade de quase 100% de que a Fed avance com este corte.

De acordo com o CME FedWatch Tool, que monitora as expectativas do mercado, a probabilidade de um corte de 25 pontos base era de 97,8% na terça-feira. Apesar da falta de dados económicos devido à paralisação, os analistas acreditam que a Fed não hesitará em agir, dada a crescente preocupação com a fragilidade da economia. A decisão do comité deverá ser quase unânime, com apenas um membro a votar por um corte mais acentuado.

Uma sondagem realizada pela Reuters entre economistas revelou que 115 dos 117 participantes preveem um corte de 25 pontos base. O sentimento entre os economistas mudou significativamente nas últimas semanas, com 71% a preverem um novo corte em dezembro, refletindo a postura mais cautelosa da Fed.

Michael Krautzberger, diretor de investimento da Allianz Global Investors, sublinhou que os riscos de queda no emprego são uma preocupação crescente. Ele destacou que, apesar da escassez de dados devido ao shutdown, a Fed deverá optar pelo caminho de menor resistência e proceder com o corte nas taxas de juro.

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Philip Marey, estrategista sénior do Rabobank, também comentou sobre a falta de dados económicos, que é crucial para a tomada de decisões da Fed. A ausência de informações sobre o mercado de trabalho, como a taxa de desemprego e o rendimento médio, torna a situação ainda mais complexa. O Livro Bege da Fed, que fornece informações qualitativas, indicou uma procura moderada por mão-de-obra, mas a oferta continua restrita em vários setores.

A inflação, embora em níveis controlados, continua a ser um fator a considerar. Com uma taxa de inflação de 3,0% em termos homólogos, abaixo das expectativas, a Fed pode ver um espaço para agir. Os analistas acreditam que a Fed se concentrará nos riscos de emprego, permitindo que o FOMC avance com o corte nas taxas.

À medida que a Fed navega por estas incertezas, a falta de dados pode limitar a sua capacidade de prever a política monetária para 2026. A reunião do FOMC não incluirá atualizações sobre as projeções, o que poderá dificultar a definição de um rumo claro.

Leia também: O impacto dos cortes de juros na economia global.

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Fonte: ECO

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