Fraca perceção de risco dificulta compra de seguros não obrigatórios

Na 6ª edição da Conferência Anual do ECOseguros, especialistas do setor reuniram-se para discutir a adaptação da subscrição de seguros não obrigatórios aos novos riscos. O painel incluiu Luís Cervantes, Presidente do conselho de administração da Caravela, Gonçalo Baptista, Diretor-Geral da Innovarisk, João Pedro Borges, Presidente do Conselho de Administração Executivo da CA Seguros, e Joaquim Aguiar, Diretor de subscrição Não Vida da Generali Tranquilidade. Este debate atraiu a atenção de centenas de espectadores, refletindo a relevância do tema.

Durante a conferência, João Pedro Borges destacou que a perceção de risco é um dos principais obstáculos à compra de seguros não obrigatórios. Segundo ele, a maioria das pessoas não prioriza a proteção do seu património, uma realidade que se agrava com a diminuição do rendimento disponível. A falta de consciência sobre os riscos potenciais leva a que muitos optem por não investir em seguros que poderiam salvaguardar os seus bens.

Joaquim Aguiar, por sua vez, alertou para o agravamento dos riscos associados aos seguros de saúde, mencionando fatores como o envelhecimento da população e o aumento de problemas de saúde mental. Embora os seguros de saúde sejam frequentemente adquiridos devido à insatisfação com o Sistema Nacional de Saúde, Aguiar sublinha a necessidade de as companhias se adaptarem a esta nova realidade, transformando ameaças em oportunidades.

Luís Cervantes apresentou uma visão sobre como a subscrição pode evoluir, propondo três componentes essenciais: a manutenção do agente de proximidade, a consolidação dos grupos de corretagem e a importância dos Managing General Agents (MGAs). Estes elementos, segundo Cervantes, são fundamentais para acelerar a implementação de soluções inovadoras no setor.

No que diz respeito aos seguros não obrigatórios, Gonçalo Baptista identificou três áreas emergentes: seguros cibernéticos, responsabilidade civil profissional e D&O (Directors and Officers). Apesar do crescimento do mercado, as taxas de penetração em Portugal continuam a ser baixas, o que indica uma falta de familiaridade com estes produtos. A revolução da inteligência artificial também representa um desafio adicional para a adoção destes seguros.

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A conferência destacou a necessidade urgente de aumentar a perceção de risco entre os consumidores, de modo a incentivar a compra de seguros não obrigatórios. A educação e a sensibilização são cruciais para que as pessoas compreendam a importância de proteger o seu património e a sua saúde.

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seguros não obrigatórios Nota: análise relacionada com seguros não obrigatórios.

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Fonte: ECO

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