Em 2024, a moeda de face estrangeira representou uma parte significativa das moedas em circulação em Portugal, atingindo 75% nas denominações de 10 cêntimos a dois euros e 54% nas de um a cinco cêntimos, segundo o Banco de Portugal (BdP). Esta informação foi divulgada na edição anual do “Boletim Notas e Moedas” do BdP, que destaca a tendência crescente deste fenómeno desde 2004.
O aumento da moeda de face estrangeira pode ser atribuído, em grande parte, ao recorde de turistas que visitam o país. Com base numa amostra de 19.200 moedas recolhidas nas tesourarias do banco central em várias cidades, como Lisboa, Porto, Évora e Viseu, o BdP concluiu que as moedas estrangeiras dominam, especialmente entre as denominações mais elevadas.
Entre as moedas de face estrangeira, destacam-se as espanholas, que representam 23%, seguidas das alemãs com 15% e das francesas com 13%. Estes países são, de facto, os que mais turistas enviam para Portugal. Nas denominações de um, dois e cinco cêntimos, a presença da moeda de face estrangeira também é notável, com um peso de 54%.
O BdP explica que este aumento pode ser parcialmente justificado pelos acordos de troca de moeda estabelecidos entre 2017 e 2024 com países como a Irlanda, Eslováquia e Bélgica. No total, foram recebidas 275 milhões de moedas de um cêntimo e 302 milhões de moedas de dois cêntimos através destes acordos. A maioria das moedas recebidas foi colocada em circulação, exceto as de dois cêntimos recebidas em 2023 e 2024.
Desde 2004, o Banco de Portugal tem realizado estudos sobre o impacto da migração na moeda em circulação, revelando a importância crescente da moeda de face estrangeira no dia-a-dia dos portugueses. Este fenómeno não só reflete a dinâmica do turismo, mas também a interligação económica entre os países da União Europeia.
Leia também: O impacto do turismo na economia portuguesa.
moeda de face estrangeira Nota: análise relacionada com moeda de face estrangeira.
Leia também: Governo propõe novo sistema de avaliação na Função Pública
Fonte: ECO





