João Cotrim Figueiredo, candidato às eleições presidenciais de 18 de janeiro, manifestou a sua confiança em alcançar a segunda volta, apresentando-se como uma figura independente, livre de amarras partidárias. Durante a sua apresentação oficial, que teve lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Cotrim afirmou: “Eu vou à segunda volta. É contra muitos que não acreditam, mas eu acredito, vocês acreditam e isso é o essencial para começar este caminho que só acaba no Palácio de Belém”.
O eurodeputado e ex-líder da Iniciativa Liberal dirigiu-se diretamente aos seus adversários, sublinhando que não está “preso a lógicas partidárias” ou a interesses estabelecidos. “Querem mais independência do que esta?”, questionou, desafiando a narrativa dos comentadores que o subestimam. Cotrim não hesitou em criticar figuras como António José Seguro e Marques Mendes, afirmando que ser Presidente da República não é um “prémio de carreira”, mas sim uma responsabilidade séria.
Cotrim também abordou a sua relação com os media, prevendo que muitos ainda não compreendem a “vaga de fundo” que a sua candidatura representa. “Portugal está acordado e a acreditar. Mais uma vez, os comentadores do sistema vão ficar surpreendidos”, disse, reforçando a sua determinação.
O advogado José Miguel Júdice, mandatário da candidatura de Cotrim, apelou ao voto, lembrando que o jogo está “totalmente aberto”. Júdice fez uma comparação com as eleições presidenciais de 1986, quando Mário Soares, inicialmente com apenas 8% nas sondagens, conseguiu passar à segunda volta. “Cotrim, para passar à segunda volta, nem precisa de ter 25%, bastará alcançar cerca de 20%”, enfatizou.
Além disso, Júdice utilizou a história do atleta olímpico Isaac Nader para ilustrar que, na reta final, é possível surpreender. “Cotrim é o Isaac Nader do campeonato das Presidenciais”, afirmou, encorajando os eleitores a não desanimarem.
A apresentação contou ainda com a intervenção de Sophie Wilmès, vice-presidente do Parlamento Europeu, que elogiou a experiência de Cotrim e expressou preocupação com o crescimento da extrema-direita na Europa. Wilmès defendeu que os liberais devem opor-se a todos os extremos, destacando a importância de um Presidente que ouça todos os cidadãos.
Cotrim Figueiredo está determinado a mostrar que é uma alternativa viável e que a sua candidatura pode surpreender nas próximas eleições. Leia também: “Candidatos presidenciais: quem são os principais concorrentes?”.
Cotrim Figueiredo Cotrim Figueiredo Cotrim Figueiredo Nota: análise relacionada com Cotrim Figueiredo.
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Fonte: ECO





