Crescimento da gestão de ativos em Portugal atinge 75 mil milhões

Na Conferência Anual da Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI), Luís Laginha de Sousa, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), revelou que o montante global da gestão de ativos em Portugal aumentou de 65 mil milhões de euros, no final de 2022, para 75 mil milhões em 2024. Este crescimento de 15,7% reflete a evolução positiva do setor.

Os fundos de investimento mobiliário, que representam a maior parte da gestão de ativos, também mostraram um aumento significativo. No final de 2022, existiam 164 organismos de investimento coletivo (OIC) com um valor líquido de cerca de 17,1 mil milhões de euros. Em 2024, este número subiu para 190 OIC, totalizando aproximadamente 21,2 mil milhões de euros, o que representa um acréscimo de 26 fundos e cerca de quatro mil milhões de euros em dois anos.

No que diz respeito ao capital de risco, o cenário é igualmente promissor. Em 2024, estavam ativos 348 fundos, um aumento de 101 em relação aos 247 fundos registados no final de 2022. Os ativos sob gestão destes fundos passaram de cerca de 7 mil milhões de euros para mais de 10 mil milhões, o que equivale a um crescimento de 44%.

Laginha de Sousa destacou a importância da reforma do Regime da Gestão de Ativos (RGA), que entrou em vigor em maio de 2023. Esta reforma visa facilitar a criação de novos veículos de investimento e aumentar a competitividade do mercado nacional. O presidente da CMVM sublinhou que a regulação e supervisão desempenham um papel crucial na dinamização do mercado, e que a CMVM está atenta a oportunidades para melhorar a legislação.

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O presidente da CMVM também enfatizou que, embora as alterações regulatórias sejam importantes, não são a única solução para o desenvolvimento do mercado. Os agentes económicos são motivados pela expectativa de retorno, e não apenas pelo receio dos custos regulatórios. Ele acredita que o mercado de capitais deve ser um meio para suportar a competitividade das empresas e gerar riqueza para os cidadãos.

Além disso, Laginha de Sousa defendeu que o capital de risco é uma componente vital para as empresas em fase de crescimento, especialmente aquelas que ainda não têm um histórico que permita a concessão de crédito pelo sistema bancário. O desenvolvimento de um mercado de capitais mais equilibrado e complementar é essencial para aumentar as oportunidades de financiamento.

Por fim, o presidente da CMVM desafiou a ideia de que não há nada a fazer para melhorar a dimensão do mercado nacional, afirmando que é possível e necessário trabalhar para aumentar a competitividade e as oportunidades de investimento em Portugal.

Leia também: O impacto das reformas no mercado de capitais em Portugal.

gestão de ativos gestão de ativos Nota: análise relacionada com gestão de ativos.

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Fonte: Sapo

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