Fundos imobiliários atraem investidores, mas literacia financeira é crucial

Os fundos imobiliários atravessam um período de rentabilidades bastante atrativas, mas a literacia financeira continua a ser um desafio a ser superado. Para que os investidores se sintam seguros e motivados a investir, é fundamental que compreendam as nuances deste tipo de investimento.

Pedro Coelho, CEO da Square Asset Management, destaca que os fundos abertos e fechados apresentam características distintas, especialmente no que diz respeito à liquidez. “É essencial que as pessoas entendam as contrapartidas de cada tipo de fundo”, afirma. Ele exemplifica a diferença de risco entre investir em imóveis e em obrigações, sublinhando que os ativos reais subjacentes dos fundos imobiliários oferecem uma proteção adicional em situações adversas.

Com uma presença crescente em Espanha, um mercado que movimenta entre 15 a 18 mil milhões de euros anualmente, a Square Asset Management enfrenta desafios na distribuição de fundos. Coelho explica que a tradição de fundos imobiliários abertos em Portugal remonta ao final da década de 80, enquanto em Espanha, estes só surgiram pouco antes da crise financeira. “Os fundos espanhóis eram de acumulação e muitos enfrentaram dificuldades durante a crise, resultando numa desconfiança que ainda persiste”, acrescenta.

Apesar das dificuldades, Coelho mantém a ambição de solidificar a presença da Square em Espanha e aumentar a exposição da gestora. Em Portugal, a procura por fundos imobiliários continua forte, o que torna o mercado atrativo para investidores. “Historicamente, os fundos imobiliários têm rentabilidades superiores à inflação, e este ano, com a descida das taxas de depósitos, estamos a viver um bom momento”, afirma.

O CEO antecipa que, para 2026, as taxas de juro poderão manter-se baixas, influenciadas pela gestão da inflação pelo Banco Central Europeu (BCE). “Com a inflação a rondar os 2%, as rendas também vão acompanhar esse aumento, o que poderá beneficiar os fundos imobiliários”, explica. Coelho acredita que os fundos com bons inquilinos, capazes de suportar o aumento das rendas, poderão ver um incremento no rendimento e uma valorização patrimonial.

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“Este cenário torna a diferença de rentabilidade entre os fundos imobiliários, a inflação e os depósitos a prazo muito atrativa, o que pode captar mais poupanças para este tipo de investimento”, conclui. Leia também: O impacto da inflação nos investimentos imobiliários.

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Fonte: Sapo

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