Armando Pereira, cofundador da Altice, decidiu levar a disputa com Patrick Drahi para o Tribunal de Primeira Instância de Genebra, na Suíça. O processo, que foi apresentado a 11 de julho, reivindica um montante de 1,4 mil milhões de euros, conforme noticiado pelo Jornal de Negócios e pela imprensa francesa.
O foco deste processo é a reivindicação de direitos sobre várias entidades do grupo Altice. O valor em questão é calculado com base nos lucros obtidos pelo grupo que foram vendidos, bem como nos dividendos de estruturas que ainda estão sob o controlo de Drahi. Armando Pereira alega ter um interesse económico de 20% em investimentos pessoais realizados por Drahi, que abrangem o setor das telecomunicações nos Estados Unidos e em França, além de investimentos no imobiliário, como a Sotheby’s.
Este conflito surge num momento delicado para a Altice, especialmente para a sua operadora francesa SFR, que está a ser desmantelada pelos concorrentes. A avaliação atual dos ativos da SFR ronda os 17 mil milhões de euros, um valor que reflete a crescente pressão no mercado das telecomunicações.
Armando Pereira, que enfrenta acusações de 11 crimes de corrupção, parece determinado a proteger os seus interesses e a reivindicar o que considera ser seu por direito. Esta situação não só destaca as tensões internas dentro do grupo Altice, mas também levanta questões sobre a gestão e a estratégia da empresa num mercado cada vez mais competitivo.
O desfecho deste processo poderá ter implicações significativas para o futuro da Altice e para a sua posição no mercado. A luta entre os dois cofundadores é um reflexo das complexidades que envolvem grandes grupos empresariais e as suas dinâmicas internas.
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Fonte: ECO





