Marcelo Nico, diretor-geral da Tabaqueira, foi o convidado do 50º episódio do podcast “E Se Corre Bem?”. Natural da Argentina, Marcelo chegou a Portugal em 2021, após um percurso profissional que começou em 2002, quando decidiu mudar-se para Itália. Com apenas duas malas e um bilhete de avião, deixou a sua terra natal em busca de novas oportunidades.
A sua jornada começou em Buenos Aires, onde trabalhou em diversas áreas, incluindo a reposição de produtos em supermercados e telecomunicações. Contudo, a crise económica de 2001 levou-o a repensar o seu futuro. Com o passaporte italiano em mãos, decidiu mudar-se para Itália, onde começou a trabalhar num bar enquanto enviava currículos. A sua persistência foi recompensada quando se candidatou a uma posição na Philip Morris International, onde começou a sua ascensão profissional.
Marcelo Nico destacou que, após vários anos de experiência em diferentes países, incluindo a Suíça, Rússia e África do Sul, sentiu a necessidade de voltar à Europa. A sua chegada a Portugal coincidiu com o início da pandemia de Covid-19, o que tornou o seu desafio ainda maior. “Foi muito desafiante começar como diretor-geral numa organização com 1500 pessoas na época da Covid-19”, afirmou. Durante os primeiros meses, a comunicação com a equipa foi feita exclusivamente por videoconferência.
Um dos pontos que mais o impressionou foi o talento dos jovens portugueses. “Os jovens portugueses têm um talento que é dos melhores que temos na Europa”, disse. Para Marcelo, esse talento é medido pela capacidade de aprender e adaptar-se às mudanças constantes do mercado. “Quando escolhemos pessoas para progredir na organização, não basta que façam bem o seu trabalho; é essencial que tenham uma visão ampla e a capacidade de crescer”, acrescentou.
A Tabaqueira, sob a liderança de Marcelo, tem um foco claro na inovação e na transformação. A empresa está a investir na transição para produtos sem fumo, uma mudança que, segundo o diretor-geral, é crucial para o futuro da indústria. “A nossa missão é promover produtos alternativos menos nocivos para quem utiliza nicotina”, explicou. O IQOS, por exemplo, já se tornou uma das opções mais vendidas em Portugal.
Marcelo Nico sublinhou a importância da ciência e da inovação na criação de alternativas ao tabaco tradicional. “A PMI tem investido 13 mil milhões de dólares no desenvolvimento de produtos sem fumo”, revelou. A empresa conta com uma equipa de 900 cientistas que trabalham para entender como desenvolver produtos que sejam mais seguros para os consumidores.
Apesar de reconhecer os desafios que a indústria enfrenta, Marcelo acredita que a regulamentação e a fiscalização são fundamentais para promover produtos menos nocivos. “Precisamos de um futuro sem fumo, onde o cigarro, a forma mais nociva de consumir nicotina, seja substituído por opções mais seguras”, concluiu.
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Fonte: ECO





