Pressão alta necessária até junho de 2026 para PRR

Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sublinha a importância de manter uma pressão constante até junho de 2026 para garantir a execução dos investimentos previstos. Em declarações ao ECO, Dominguinhos considera que a recente reprogramação do PRR, enviada a Bruxelas, torna a execução mais viável, mas alerta que as metas continuam a ser desafiantes.

“Temos de manter uma pressão alta e constante até junho de 2026 para executar o PRR. Não podemos deslaçar, temos de estar sempre alerta”, afirma. Apesar da reprogramação ter simplificado algumas metas, reduzindo-as de 438 para 400, a pressão para cumprir 40% das metas e marcos nos últimos pedidos de pagamento permanece elevada.

Dominguinhos destaca que não basta um acompanhamento financeiro; é essencial ir ao terreno para identificar e mitigar eventuais problemas. “Temo que possamos perder algum investimento”, admite, enfatizando que o foco deve estar na execução. O responsável também aponta que a escassez de mão-de-obra qualificada no setor da construção continua a ser um desafio significativo.

Com a forte procura por obras, a falta de trabalhadores, muitos dos quais são imigrantes, está a atrasar a celeridade dos projetos. “Precisamos de mais pessoal, tanto em quantidade como em qualidade”, salienta. A reprogramação do PRR inclui a redução de ambições em certos investimentos, como os hubs de inovação digital e a remoção de projetos como a linha vermelha do Metro de Lisboa.

Dominguinhos explica que, apesar da diminuição da ambição, o país ganhou mais tempo para executar os investimentos, com a inclusão de 617 milhões de euros no Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC). Este instrumento permite que projetos assinados até junho de 2026 possam ser executados até dezembro de 2028.

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“Remover ou reduzir a ambição dos investimentos não significa que não se concretizem, mas pode afetar o Orçamento do Estado”, alerta. O presidente da comissão de acompanhamento também menciona que há áreas, como a habitação e o fundo ambiental, que enfrentam dificuldades nos pagamentos e que necessitam de uma melhoria operacional urgente.

“Precisamos de garantir que os pagamentos e a reposição do IVA sejam acelerados, pois os atrasos criam pressão de tesouraria para muitas instituições”, conclui. A execução eficaz do PRR é crucial para a resiliência e competitividade da sociedade portuguesa.

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Fonte: ECO

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