CTT mantém dividendos e visa liderança ibérica até 2028

Os CTT apresentaram, na passada terça-feira, uma nova estratégia que visa torná-los líderes de mercado na Península Ibérica no setor logístico e de comércio eletrónico até 2028. O CEO da empresa, João Bento, destacou a importância da parceria com a DHL, que será fundamental para o sucesso nos segmentos de consumo e empresarial. A empresa anunciou também que irá simplificar e racionalizar o reporte de resultados, com o comércio eletrónico a assumir um papel central, relegando o correio para um segundo plano.

Durante o Capital Markets Day, João Bento reiterou as expectativas de crescimento, prevendo rendimentos operacionais entre 1,6 e 1,7 mil milhões de euros até 2028, com um EBIT entre 170 e 195 milhões. Estes números representam um aumento significativo em comparação com as receitas previstas de 1,1 a 1,25 mil milhões para 2025 e um EBIT recorrente de 115 milhões, que já inclui o impacto positivo da aquisição da empresa espanhola Cacesa.

Entretanto, a taxa de crescimento anual composto (CAGR) para o período de 2026 a 2028 foi revista em baixa, com as previsões a apontarem para um crescimento de 7 a 9% nas receitas e de 13 a 17% no EBIT, inferior ao que foi anteriormente projetado. No que diz respeito à remuneração dos acionistas, os CTT mantêm o objetivo de distribuir entre 35% e 50% do resultado líquido em dividendos recorrentes, seguindo a linha do que tem sido praticado desde 2022.

Para o Banco CTT, a meta é alcançar um milhão de contas nos próximos três anos e aumentar os volumes de negócio para entre 12 e 14 milhões de euros, com o objetivo de quase duplicar o lucro antes de impostos, que deverá atingir cerca de 26 milhões em 2024. A empresa planeia reinvestir 100% dos ganhos para sustentar este crescimento.

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Os CTT também anunciaram uma nova estrutura de reporte que será implementada a partir de 2025, focando-se em três áreas de negócio: soluções de comércio eletrónico, correio e serviços, e Banco CTT. O segmento de comércio eletrónico, que inclui a CTT Expresso e a Cacesa, gerou receitas de 584 milhões e um EBIT de 54 milhões em 2024. O segmento de correio e serviços, que abrange diversas atividades, teve receitas de 509 milhões e um EBIT de 22 milhões.

A parceria com a DHL, que foi anunciada no final do ano passado, é vista como um passo estratégico para os CTT. O acordo inclui a compra da DHL Parcel Portugal e a aquisição de 25% da DHL Parcel Iberia, permitindo aos CTT expandir a sua presença no mercado. Este movimento, juntamente com a aquisição da Cacesa, reforça a posição da empresa na Península Ibérica.

Os CTT estão determinados a estabilizar o seu negócio de correio e a impulsionar soluções empresariais, enquanto se preparam para o próximo contrato de serviço universal. A empresa planeia também reduzir custos através de eficiências operacionais e alavancar os preços do correio.

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Fonte: ECO

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