O CEO dos CTT, João Bento, afirmou que será necessário encontrar “novas formas de financiamento” para o serviço postal universal, especialmente quando se negociar o próximo contrato de concessão com o Governo. Este contrato atual estará em vigor até 31 de dezembro de 2028 e, segundo Bento, o modelo de financiamento que atualmente depende dos utilizadores já não será viável após essa data.
Durante uma apresentação no Capital Markets Day, realizada a 4 de novembro, João Bento expressou a sua preocupação com a queda acentuada dos volumes de correio nos próximos anos. “Acredito firmemente que o atual modelo de financiamento do serviço postal universal não será sustentável após 2028, uma vez que os volumes têm diminuído tanto que os preços se tornarão desproporcionalmente elevados”, explicou.
O CEO enfatizou a “necessidade” de se encontrar alternativas para o financiamento do serviço postal universal. Para ele, este processo deve ser iniciado durante o novo período estratégico que se estende de 2026 a 2028. Embora não tenha detalhado quais seriam essas novas formas de financiamento, Bento sugeriu que poderiam incluir opções como o financiamento através do Orçamento do Estado, o que implicaria um suporte direto dos contribuintes.
A discussão sobre o financiamento do serviço postal é crucial, especialmente num contexto em que os CTT pretendem expandir a sua atuação e se tornarem líderes na logística e no comércio eletrónico nos próximos três anos. A empresa está a enfrentar desafios significativos, e a adaptação ao novo cenário de mercado é fundamental para garantir a sua sustentabilidade.
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A questão do financiamento do serviço postal é, portanto, uma prioridade para os CTT, que reconhecem a necessidade de inovar e adaptar-se às novas realidades do mercado. O futuro do serviço postal universal poderá depender da capacidade de encontrar soluções viáveis que assegurem a continuidade deste serviço essencial para a população.
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Fonte: ECO





