Fundo soberano norueguês opõe-se a bónus bilionário de Elon Musk

O Norges Bank Investment Management, o maior fundo soberano do mundo, decidiu votar contra o pacote de remuneração de Elon Musk, CEO da Tesla, que pode ascender a 1 bilião de dólares. Esta proposta, que representa o maior bónus bilionário na história empresarial dos Estados Unidos, levanta preocupações sobre a dimensão total da compensação e os riscos associados à dependência de uma única pessoa.

Em comunicado, o Norges Bank expressou: “Embora reconheçamos o valor significativo criado sob a liderança do Sr. Musk, estamos preocupados com a magnitude da remuneração e a diluição que isso implica.” O fundo, que detém 1,14% do capital da Tesla, ou cerca de 37,3 milhões de ações avaliadas em 12 mil milhões de dólares, junta-se a um crescente número de investidores críticos em relação ao bónus bilionário proposto.

Com ativos sob gestão que ultrapassam 1,8 biliões de euros, o Norges Bank é conhecido pela sua postura responsável em questões de governação corporativa. O pacote de remuneração, apresentado em setembro, prevê a atribuição de 423 milhões de ações que, atualmente, valem 143 mil milhões de dólares. Se a Tesla alcançar uma capitalização de 8,5 biliões de dólares em dez anos, o valor total do bónus bilionário poderá ser concretizado.

A relevância da posição do Norges Bank é ainda maior considerando que este fundo investe as receitas petrolíferas da Noruega em mais de 8.600 empresas em 70 países, incluindo várias em Portugal. A votação dos acionistas está agendada para esta quinta-feira, 6 de novembro, e poderá ter um impacto significativo na relação entre Musk e a Tesla.

A proposta de remuneração de Musk surge após uma batalha judicial em que um pacote anterior, avaliado em 56 mil milhões de dólares, foi anulado por uma juíza que considerou que os diretores estavam excessivamente influenciados por Musk. O novo plano estabelece metas ambiciosas, como a entrega de 20 milhões de veículos por ano e a produção de um milhão de “robotáxis” autónomos. Mesmo que Musk não atinja todos os objetivos, poderá receber compensações substanciais por sucessos parciais.

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A consultora Institutional Shareholder Services (ISS) também recomendou que os acionistas votem contra o bónus bilionário, destacando a “escala astronómica” da proposta. Ao contrário de 2018, Musk poderá votar com as suas próprias ações, que representam cerca de 13% do capital da Tesla, o que poderá ser decisivo para a aprovação do plano.

Se o bónus bilionário for aprovado e Musk atingir os objetivos, ele poderá tornar-se o primeiro bilionário do mundo com um património superior a 1 bilião de euros. A Tesla, que viu a sua capitalização ultrapassar 1 bilião de dólares após a vitória eleitoral de Donald Trump, enfrenta agora um escrutínio rigoroso por parte de investidores institucionais sobre a forma como recompensa o seu líder.

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Fonte: ECO

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