Luís Marques Mendes, candidato à presidência de Portugal, revelou que daria posse a um Governo do Chega, desde que este apresentasse garantias constitucionais. Durante uma conferência de imprensa em Lisboa, o ex-governante sublinhou que a sua posição é clara: “Se o Chega ganhar as eleições legislativas, naturalmente que darei posse a um Governo do Chega. Isso é o que manda a Constituição”.
As declarações surgem na sequência de comentários de André Ventura, líder do Chega, que sugeriu que Marques Mendes não aceitaria um Governo do seu partido. O candidato presidencial explicou que, antes de indicar um líder do Chega, poderia exigir um documento escrito que assegurasse que o programa eleitoral do partido não incluísse medidas inconstitucionais, como a pena de morte ou a prisão perpétua.
Marques Mendes lembrou que o Presidente da República tem a responsabilidade de garantir o cumprimento da Constituição. “Eu sou o único candidato que coloca esta exigência, que considero mínima para assegurar a legalidade”, afirmou. O candidato também abordou a questão da saúde, propondo um pacto para melhorar a gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“É urgente discutir um pacto para a saúde. Quanto mais cedo, melhor”, defendeu. Para ele, a qualidade da gestão do SNS é uma preocupação crescente e sugere que os gestores da área da saúde sejam recrutados através de concursos públicos, o que poderia aumentar a profissionalização e a qualidade do serviço.
Marques Mendes enfatizou que, para atrair bons gestores, é necessário oferecer salários competitivos. “O país quer resultados e, até agora, temos visto poucos. Deixei sugestões concretas para começarmos a mudar”, disse. Ele acredita que, se for eleito, poderá unir as partes envolvidas, incluindo o Governo e a oposição, em prol do interesse nacional.
“Embora o Presidente da República não governe, pode e deve promover entendimentos”, concluiu. As eleições presidenciais estão agendadas para 18 de janeiro de 2026.
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Governo do Chega Governo do Chega Governo do Chega Nota: análise relacionada com Governo do Chega.
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Fonte: ECO





