Risco de lay-off em Portugal devido à falta de chips

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral, alertou para a possibilidade de lay-off e despedimentos coletivos em Portugal, devido às dificuldades que as empresas enfrentam no acesso a chips e matérias-primas. Este aviso foi feito durante uma audição parlamentar na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no contexto da análise do Orçamento do Estado para 2026.

Nazaré da Costa Cabral identificou três riscos principais que podem afetar a economia nacional: a alteração da política comercial, os constrangimentos nas cadeias de abastecimento e o impacto da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho. A presidente do CFP destacou que a escassez de chips e outros componentes, em grande parte provenientes da China, pode comprometer a atividade económica das empresas, levando a uma eventual necessidade de lay-off ou despedimentos.

Um exemplo recente é o lay-off anunciado pela Bosch na sua fábrica em Braga, que se inicia em novembro e poderá durar até abril de 2026, afetando cerca de 2.500 dos 3.300 trabalhadores da unidade. A multinacional alemã justifica esta medida com a falta de componentes essenciais para a produção. Além disso, a situação é agravada por uma disputa entre a fabricante de chips Nexperia e o Governo holandês, que tomou o controlo da empresa devido a preocupações com a propriedade intelectual. Esta crise de fornecimento de semicondutores pode ter repercussões em várias empresas em Portugal, incluindo a Autoeuropa.

Nazaré da Costa Cabral sublinhou que o setor produtivo já está a sentir os efeitos das alterações nas tarifas e das dificuldades de abastecimento. A presidente do CFP também mencionou o impacto da robotização e da IA, que já está a provocar despedimentos em certos setores, à medida que as empresas se adaptam a estas novas tecnologias.

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Além disso, a vulnerabilidade da economia portuguesa, particularmente em relação ao turismo, foi um ponto destacado. Qualquer deterioração da situação geopolítica que afete as deslocações de turistas pode ter consequências diretas na atividade turística em Portugal. Nazaré da Costa Cabral enfatizou a necessidade de prudência nas dinâmicas de crescimento económico, sugerindo que o país deve focar na sua capacidade exportadora e diversificação de mercados, em vez de depender apenas do aumento do consumo interno.

Por fim, a presidente do CFP alertou para a gestão orçamental, destacando que a perceção de risco associada à dívida pública francesa pode influenciar negativamente a economia portuguesa. É essencial que Portugal mantenha uma postura cautelosa em relação à sua situação financeira, uma vez que a sua economia é fortemente interligada com a da França.

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lay-off lay-off Nota: análise relacionada com lay-off.

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Fonte: ECO

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