O Sport Lisboa e Benfica prepara-se para a segunda volta das eleições dos seus órgãos sociais, agendada para 8 de novembro. Este momento é crucial, pois o debate em torno do modelo financeiro do clube ganha uma nova dimensão, especialmente após a recente quarta derrota na fase de grupos da Liga dos Campeões. Este resultado compromete as aspirações de apuramento e implica uma perda significativa de receitas, estimadas entre 20 a 30 milhões de euros, o que representa cerca de 13% das receitas totais do último exercício.
A diminuição das receitas da UEFA pode anular os 30 milhões de euros de lucro obtidos no último ano, evidenciando a dependência do Benfica das receitas provenientes da Liga dos Campeões. Este cenário levanta questões sobre a sustentabilidade financeira do clube, que se vê confrontado com dois projetos distintos, mas com o mesmo objetivo: conciliar o sucesso desportivo com a estabilidade económica.
Rui Costa, atual presidente e defensor da continuidade, e João Noronha Lopes, que propõe uma abordagem centrada na disciplina orçamental e na reforma da governação, apresentam visões diferentes sobre como alcançar este equilíbrio. Ambos concordam que o Benfica deve reduzir a dependência das mais-valias com jogadores e diversificar as suas fontes de receita, mas divergem nas estratégias para o fazer.
Rui Costa apresenta o programa “Só o Benfica Importa”, que visa um crescimento por escala e investimento. O objetivo é alcançar 500 milhões de euros em receitas anuais e reduzir o passivo em 100 milhões até 2029. A proposta inclui grandes projetos como o Benfica District e a Cidade Benfica, além da abertura do Hotel 1904. No entanto, o plano enfrenta críticas pela falta de um compromisso claro na redução de custos, o que pode aumentar a pressão financeira do clube.
Por outro lado, João Noronha Lopes defende o programa “Benfica Acima de Tudo”, que propõe uma gestão mais profissional e transparente. O foco está na disciplina financeira e na sustentabilidade, com a criação de um Portal da Transparência Benfiquista que permitirá aos sócios acompanhar as decisões financeiras do clube. Noronha Lopes propõe ainda iniciativas para diversificar as receitas, como parcerias internacionais e a rentabilização das modalidades.
A diferença entre os candidatos não reside apenas nas suas visões, mas também na forma como pretendem implementar as suas propostas. Enquanto Rui Costa aposta em grandes investimentos, Noronha Lopes defende uma abordagem mais cautelosa e estruturada. Ambos os modelos financeiros do Benfica têm os seus méritos e desafios, mas a escolha dos sócios será determinante para o futuro do clube.
A segunda volta das eleições no Benfica é, portanto, um momento crucial que vai além da escolha de um líder. Os sócios terão de decidir qual modelo financeiro melhor assegura a sustentabilidade e o sucesso desportivo do clube. A ambição e o rigor financeiro são essenciais para garantir que o Benfica continue a ser competitivo, tanto em campo como fora dele.
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Fonte: Sapo





