CGD vende 19% da Águas de Portugal à Parpública

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou a venda de 19% da sua participação na Águas de Portugal à Parpública. O CEO da CGD, Paulo Macedo, confirmou a operação durante a apresentação dos resultados financeiros da instituição. Esta transação recebeu a aprovação do Ministério das Finanças e contou com o parecer favorável da Águas de Portugal, que também foi consultada.

Macedo explicou que, por se tratar de uma operação com uma parte relacionada, foram necessários pareceres positivos de vários órgãos da CGD, incluindo a Comissão Executiva e a Comissão da Auditoria. Todos os pareceres foram favoráveis, permitindo assim avançar com a venda. O CEO referiu que a CGD já obteve os despachos necessários do Secretário de Estado do Tesouro e de Finanças, estando agora à espera das formalizações e autorizações finais.

Embora Paulo Macedo não tenha revelado os valores envolvidos na operação, garantiu que a CGD terá uma mais-valia com esta venda. Contudo, não é certo que o encaixe financeiro seja registado ainda este ano.

Além da venda da participação na Águas de Portugal, Paulo Macedo abordou também a venda do banco da Caixa no Brasil. A CGD iniciou os trabalhos preparatórios para esta transação, com um número maior de interessados em comparação com tentativas anteriores. Macedo sublinhou que a concretização deste negócio não deverá ocorrer antes de 2026 ou 2027, mas mostrou-se otimista com as condições atuais do mercado.

O CEO da CGD também comentou a recusa de uma proposta anterior para a venda do banco no Brasil, afirmando que a instituição não estava disposta a vender a qualquer preço. Ele acredita que a valorização da operação se deve à resolução de problemas anteriores que afetavam o seu valor.

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Além disso, Paulo Macedo mencionou que ainda não foi alcançado um acordo com a Explorer para a venda do fundo Discovery, um processo que se arrasta há anos. Ele destacou a importância de resolver a questão dos ativos de reestruturação, que não devem permanecer no balanço dos bancos.

O presidente da CGD também abordou a questão do crédito malparado, afirmando que a instituição possui uma carteira de ativos sem colaterais à venda, mas que não existem casos significativos de grandes devedores nos últimos anos.

Por fim, Macedo falou sobre o euro digital, que foi adiado para 2029, alertando para a necessidade de avaliar os prós e contras desta nova moeda, especialmente no que diz respeito à transferência de liquidez e rentabilidade dos bancos. Ele também destacou os riscos associados a sistemas de pagamento, como as transferências imediatas, que podem facilitar fraudes em larga escala.

Leia também: O impacto das vendas de ativos da CGD na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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