Ideias dos candidatos presidenciais na Fábrica 2030

A conferência Fábrica 2030, realizada na Fundação de Serralves, no Porto, reuniu na passada sexta-feira os cinco principais candidatos à Presidência da República: Luís Marques Mendes, António José Seguro, André Ventura, João Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo. Sob o tema “Portugal que produz”, o evento centrou-se na discussão dos desafios e oportunidades da economia portuguesa, assinalando também o 9.º aniversário do ECO.

Henrique Gouveia e Melo destacou a necessidade de uma cultura de mérito no sector público, afirmando que “um funcionário público ganha o mesmo, quer se esforce ou não”. Para ele, a flexibilidade na legislação laboral é crucial, mas deve ser cuidadosamente avaliada. O candidato também criticou a disparidade salarial entre trabalhadores com responsabilidades e tarefeiros, sublinhando que “não faz sentido estar a pagar três vezes mais a um tarefeiro que não tem responsabilidade”.

João Cotrim de Figueiredo defendeu que um Presidente deve intervir antes de vetar leis, enfatizando a importância da experiência empresarial. Ele acredita que “a estabilidade política não deve ser um fim em si mesmo”, e que é fundamental agir quando há problemas urgentes. O candidato também alertou para a dependência da economia portuguesa, que esconde problemas estruturais que precisam de ser abordados.

António José Seguro abordou a Defesa como um investimento estratégico, defendendo que “Portugal deve manter-se na NATO”, mas que a Europa deve aumentar a sua autonomia. Ele criticou a burocracia estatal que limita o investimento, afirmando que “o Estado condiciona e é lento”. Além disso, Seguro enfatizou a necessidade de uma nova cultura política que promova o compromisso entre os actores políticos e económicos.

Luís Marques Mendes propôs enviar uma mensagem formal ao Parlamento nos primeiros meses do seu mandato, abordando os desafios económicos e sociais do país. Ele defendeu que “o veto não deve ser usado por causa das ideias pessoais do Presidente”, mas sim em defesa de grandes temas nacionais. Mendes também alertou para a necessidade de estabilidade política, afirmando que “as pessoas precisam de tranquilidade e previsibilidade”.

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André Ventura criticou a burocracia e a carga fiscal sobre as empresas, afirmando que “não convencemos a opinião pública de que ter um país fiscalmente mais competitivo nos beneficiaria”. Ele também abordou a questão da greve, defendendo que “não deve ser um dogma religioso”, e alertou para os riscos de corrupção associados à flexibilização dos mecanismos de controlo na contratação pública.

Leia também: O impacto das propostas dos candidatos na economia nacional.

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Fonte: ECO

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