A CGTP anunciou uma greve geral para o dia 11 de dezembro, após uma marcha nacional realizada em Lisboa contra o pacote laboral. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, fez o anúncio no final da manifestação, destacando a necessidade de mobilização dos trabalhadores. “Foi possível a convergência para uma greve geral no próximo dia 11 de dezembro”, afirmou Oliveira, sublinhando que “o ataque é brutal” e que a luta dos trabalhadores é fundamental.
A ideia de uma greve geral já tinha sido mencionada por Tiago Oliveira durante a greve da Administração Pública, que ocorreu no final de outubro. Naquela ocasião, o líder sindical criticou o Governo por querer iniciar negociações sobre a valorização salarial apenas após a apresentação do Orçamento do Estado para 2026. Oliveira considerou essa postura uma falta de compreensão da realidade da maioria dos trabalhadores.
A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, já tinha sido questionada sobre a crescente tensão política e social. Em resposta, afirmou que as normas em discussão são fruto de um processo de concertação social, com várias reuniões realizadas com os parceiros sociais. A ministra destacou que a margem negocial está presente em todas as normas, mas que o Governo não irá aceitar consensos que possam gerar conflitos futuros.
Recentemente, o Governo decidiu retirar as propostas de alteração à lei laboral da proposta de Orçamento, numa tentativa de garantir a viabilização política do documento no Parlamento. As mudanças na lei laboral estão a ser discutidas na Concertação Social e deverão ser concluídas até ao final do ano, após a aprovação do orçamento para 2026. Assim, a proposta laboral será debatida no Parlamento após a greve geral marcada pela CGTP.
A convocação da greve geral reflete a insatisfação dos trabalhadores com as políticas laborais do Governo e a necessidade de uma resposta firme às suas reivindicações. A CGTP espera que esta mobilização leve a uma mudança nas negociações e que as vozes dos trabalhadores sejam ouvidas.
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Fonte: ECO





