O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abordou a greve geral anunciada para o dia 11 de dezembro, afirmando que foi marcada prematuramente, uma vez que “a procissão ainda vai no adro” em relação à discussão do pacote laboral. As suas declarações ocorreram após a cerimónia militar que assinalou o 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Vila Viçosa, no distrito de Évora.
Marcelo destacou que a nova lei do trabalho ainda precisa de ser debatida em várias instâncias. “Faz sentido ser discutida na concertação social, faz sentido ser discutida com os partidos”, sublinhou, reforçando que a questão da greve geral deve ser analisada com mais calma. O chefe de Estado acredita que o processo legislativo ainda está longe de estar concluído, prevendo que a proposta do Governo só será debatida no parlamento no final deste ano, ou possivelmente apenas no próximo.
Além disso, Marcelo Rebelo de Sousa fez referência à votação do Orçamento do Estado para 2026, que deverá ser finalizada até ao final deste mês. Este contexto político e económico é crucial para entender as razões por detrás da greve geral anunciada.
O secretário-geral da CGTP, uma das maiores confederações sindicais do país, fez o anúncio da greve geral no passado sábado, durante uma marcha nacional em Lisboa contra o pacote laboral. A greve geral está a gerar um intenso debate sobre os direitos dos trabalhadores e as condições de trabalho em Portugal, temas que têm estado em destaque nas últimas semanas.
A situação levanta questões sobre a eficácia da greve geral e o impacto que poderá ter nas negociações em curso. À medida que se aproxima a data, será importante acompanhar como o Governo e os partidos políticos reagem a esta mobilização.
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Fonte: Sapo





