Marcelo Rebelo de Sousa critica greve geral antes da reforma laboral

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a sua preocupação em relação à greve geral anunciada para 11 de dezembro, afirmando que esta foi marcada “quando a procissão ainda vai no adro” no que diz respeito à discussão da reforma laboral. As suas declarações ocorreram após a cerimónia militar que assinalou o 51.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Vila Viçosa, no distrito de Évora.

Marcelo destacou que a nova legislação laboral ainda precisa de ser debatida em várias instâncias. “Faz sentido ser discutida na concertação social, faz sentido ser discutida com os partidos”, afirmou, sublinhando que a questão da reforma laboral ainda está numa fase inicial. O Presidente da República previu que a proposta do Governo só será analisada no parlamento no final deste ano, possivelmente apenas no próximo ano.

Além disso, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a votação do Orçamento do Estado para 2026 está agendada para o final deste mês, o que torna a situação ainda mais complexa. O anúncio da greve geral foi feito pelo secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, no final de uma marcha nacional contra o pacote laboral, que teve lugar em Lisboa. Esta greve geral, que ocorrerá em conjunto com a UGT, é a primeira desde 2013, quando Portugal ainda estava sob a supervisão da troika.

Uma fonte oficial da UGT confirmou que a data da greve foi acordada com a CGTP, afirmando que a UGT já consultou os seus sindicatos sobre a proposta. “Será a proposta que levaremos na próxima quinta-feira, tanto ao Secretariado Nacional como ao Conselho Geral da UGT”, acrescentou a fonte.

A greve geral está a gerar um intenso debate na sociedade portuguesa, com muitos a questionarem a eficácia de uma paralisação antes que a reforma laboral tenha sido devidamente discutida e aprovada. A expectativa é que a situação se desenvolva nos próximos meses, à medida que as negociações avançam.

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greve geral Nota: análise relacionada com greve geral.

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Fonte: ECO

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