Marcelo Lebre critica humanização excessiva da IA

Marcelo Lebre, cofundador e presidente do unicórnio Remote, expressou a sua preocupação com a forma como a inteligência artificial (IA) está a ser humanizada pela opinião pública. Durante a Web Summit 2025, Lebre afirmou que a tendência de considerar os agentes de IA como entidades quase humanas pode ser problemática. Para ele, a IA deve ser vista como uma ferramenta que opera com base em dados, sem a capacidade de entender ou interpretar como um ser humano.

Lebre sublinhou que, apesar de a IA ser eficaz em várias funções, como melhorar a eficiência e propor melhorias, não devemos esperar que esses agentes desempenhem todas as funções humanas. “A IA é ótima em termos gerais, mas não devemos olhar para os agentes como se fossem capazes de fazer tudo”, afirmou. O cofundador da Remote acredita que a empresa, que gere folhas de pagamento e contratos de trabalhadores a nível global, continua a ter um papel fundamental na gestão operacional da força de trabalho.

A discussão sobre a delegação de trabalho à tecnologia pode ser vista sob duas perspetivas: a redução de custos e o crescimento. Lebre destacou que, se as empresas apenas focarem na redução de custos, a força de trabalho poderá encolher. No entanto, ele acredita que a IA pode ser uma ferramenta poderosa que permite às empresas aumentar a sua produtividade sem necessariamente diminuir o número de colaboradores. “As empresas estão a perceber que a IA pode ser uma armadura que lhes permite fazer muito mais do que antes”, disse.

Lebre também comentou sobre os modelos de IA atualmente utilizados, referindo que funcionam como uma forma de mímica. “Os modelos que chamamos de IA não são realmente inteligentes. Eles podem gerar informação rapidamente, mas não têm a capacidade de compreensão que os humanos possuem”, explicou. Ele exemplificou que, em situações de recursos humanos, a IA pode seguir regras, mas não consegue lidar com nuances emocionais que exigem uma resposta humana.

Leia também  Futuro da Automação: A Revolução da Inteligência Artificial

Além disso, o presidente da Remote destacou que a empresa continuará a operar de forma remota, sem escritórios, e negou ser o 17º unicórnio a entrar em Lisboa. Lebre defendeu que a flexibilidade laboral não é uma novidade, existindo há décadas, mesmo que não tivesse um nome. “Não importa se se trabalha no escritório ou em casa. A flexibilidade já existia antes da pandemia”, concluiu.

Leia também: O futuro do trabalho remoto e as suas implicações.

humanização da IA humanização da IA humanização da IA humanização da IA humanização da IA Nota: análise relacionada com humanização da IA.

Leia também: Cotrim Figueiredo combate ideias retrógradas do Chega nas presidenciais

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top