Portugal considera alterações climáticas como segurança nacional

O Governo português assume a luta contra as alterações climáticas como uma questão de segurança nacional, caracterizando-a como uma “guerra” que deve ser vencida. A afirmação foi feita pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a inauguração do Pavilhão de Portugal na 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que teve início na cidade de Belém, no Brasil.

Maria da Graça Carvalho sublinhou que a abordagem de Portugal face a este desafio é de “luta contra os efeitos das alterações climáticas”, enfatizando a necessidade de garantir resiliência e segurança. A ministra destacou que a prevenção de fenómenos como inundações, erosão costeira e grandes incêndios é fundamental para a segurança nacional.

Durante os 12 dias da conferência, o Pavilhão de Portugal irá acolher sete eventos diários focados em temas como clima, oceanos, água e energia. Este espaço também servirá como um ponto de apoio para as delegações lusófonas, com a ministra a afirmar que Portugal pode desempenhar um papel crucial como mediador entre a Europa e África. “Um ponto de encontro para as reuniões e discussões”, referiu.

A COP30 começou com um clima de otimismo, após a aprovação consensual da agenda de trabalho, considerada vital para desbloquear as negociações. O presidente da conferência, André Corrêa do Lago, celebrou este acordo, que permite iniciar os trabalhos “intensamente”. A aprovação da agenda logo no primeiro dia da cimeira é um feito significativo, uma vez que não ocorreu nas quatro edições anteriores.

A diretora executiva da COP30, Ana Toni, explicou que a aprovação da agenda é uma “grande conquista”, especialmente no atual contexto geopolítico. Durante a sessão de abertura, foi reiterado o apelo para que as promessas se transformem em ações concretas, com foco no aumento do financiamento, na eliminação progressiva dos combustíveis fósseis e na adaptação às alterações climáticas.

Leia também  Agricultura e Clima: Desafios e Soluções na COP30

A urgência de agir com ambição foi um tema central, com o secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas, Simon Stiell, e o presidente da COP29, Mukhtar Babayev, a concordarem na necessidade de um aumento significativo do financiamento climático. Babayev instou os países desenvolvidos a cumprir o roteiro acordado em Baku, que prevê um aumento do financiamento de 300 mil milhões de dólares anuais para 1,3 biliões até 2035.

Leia também: O impacto das alterações climáticas na economia global.

Leia também: Stratesys estabelece hubs em Portugal para impulsionar mercado europeu

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top