Cosgrave defende Lisboa como destino para talentos globais

Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, afirmou que o papel do ministro das Infraestruturas é “garantir infraestruturas perfeitas”, enquanto o seu objetivo é “trazer as melhores pessoas do mundo a Lisboa”. Estas declarações surgiram durante a cimeira tecnológica que decorreu na capital portuguesa, onde Cosgrave abordou a crescente procura por slots para jatos privados nos aeroportos nacionais.

O CEO da Web Summit referiu que, segundo o ministro Miguel Pinto Luz, os pedidos para jatos privados aumentaram 70% num ano, o que levou a que muitos aviões fossem recusados. Para Cosgrave, essa situação é positiva, pois demonstra o interesse crescente em Lisboa. “O seu trabalho é assegurar que a infraestrutura é perfeita, o meu é trazer as melhores pessoas do mundo a Lisboa”, afirmou.

Cosgrave também comentou a subida dos preços dos hotéis durante a cimeira, um tema que já tinha gerado polémica nas redes sociais. “A NAV informou que os pedidos para jatos privados subiram 70%. Acham que essas pessoas estão preocupadas com os preços dos hotéis? Podem aumentar 10.000% que provavelmente não se irão queixar”, disse, referindo-se ao perfil dos participantes da cimeira.

No entanto, o CEO não deixou de criticar o aumento excessivo dos preços. “Se aumentam os preços 500% e depois se queixam de que as pessoas não estão a reservar os hotéis, não tenho grande simpatia. Fizemos um inquérito aos nossos participantes e cerca de 40% optaram por ficar em apartamentos ou em Airbnb”, revelou.

Quanto ao futuro da Web Summit em Lisboa, Cosgrave não se comprometeu a permanecer na cidade após o término do contrato em 2028. “O contrato está longe de terminar. Ouvi rumores sobre um novo grande recinto em Lisboa, o que seria incrível”, disse, sem confirmar se esse novo espaço seria um fator decisivo para a renovação do contrato.

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Sobre a possibilidade de a cimeira se mudar para a China, Cosgrave foi cauteloso. “Possivelmente a China virá à Web Summit Lisboa em números crescentes. Devemos considerar ir lá”, afirmou. Este ano, a cimeira realizou pela primeira vez a China Summit, o que demonstra o interesse crescente no mercado asiático.

Questionado sobre o impacto do atual cenário geopolítico, Cosgrave defendeu que “negócio é negócio”. Ele sublinhou que as empresas europeias não podem ignorar um mercado de 1,3 mil milhões de pessoas e que a Europa continua a ser um dos mercados mais ricos do mundo. “Estou muito otimista com a Europa”, concluiu.

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Fonte: ECO

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