Um recente estudo da Católica-Lisbon, solicitado pela Euronext e pela AEM, revela que Portugal está bem posicionado para alcançar um crescimento económico superior a 3% ao ano. O relatório, intitulado “Portugal as a Prime Investment Destination: Infrastructure & Innovation at the Core”, foi apresentado pelo Professor Filipe Santos, que destaca as transformações estruturais que sustentam esta previsão.
Portugal tem-se consolidado como um dos destinos de investimento mais competitivos da Europa, beneficiando de uma estabilidade macroeconómica, um capital humano altamente qualificado e infraestruturas avançadas. Estas características tornam o país atrativo para investidores globais. Filipe Santos explica que o crescimento económico é impulsionado por três fatores: a incorporação de conhecimento, o aumento do emprego e a intensidade do investimento.
O professor sublinha que, apesar de o investimento estar a recuperar de forma tímida, existe um potencial significativo para aumentar a intensidade do investimento em Portugal. “Se conseguirmos atrair mais talento e investimento, podemos ver a economia a crescer de forma consistente, superando os 3% nos próximos anos”, afirma.
O estudo também ecoa as declarações do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, que acredita que o PIB português pode crescer 3% anualmente, desde que se reduza a burocracia e se continue a atrair mão-de-obra qualificada. Filipe Santos acredita que a transformação da economia portuguesa é possível devido a fatores estruturais e ao ecossistema de inovação que o país tem vindo a desenvolver.
O relatório, elaborado pelo Centro de Estudos Aplicados da Católica, analisa a evolução das infraestruturas e da inovação como pilares da competitividade. Os resultados mostram que o desempenho económico de Portugal entre 2022 e 2025 não é acidental, mas sim fruto de motores sustentáveis de crescimento, como o reforço do capital humano e a modernização das infraestruturas.
Além disso, o estudo identifica áreas emergentes de investimento, incluindo centros de I&D, tecnologias avançadas e energias renováveis. Filipe Santos destaca que Portugal possui vantagens comparativas significativas, como a energia renovável, que atualmente representa 35% da matriz energética do país, e um sistema de telecomunicações robusto, com cobertura total de 5G.
O professor também menciona que a imigração tem sido um fator positivo para o crescimento económico, com um saldo migratório positivo desde 2019. A chegada de novos residentes tem contribuído para o aumento da população ativa e, consequentemente, para o crescimento do consumo e da produção.
Com um nível de desemprego a rondar os 5,8% e um número recorde de 5,3 milhões de pessoas empregadas, Portugal apresenta uma situação favorável. Filipe Santos sublinha que a política orçamental do país, que se destaca por ter um excedente orçamental, é um fator que contribui para a estabilidade económica.
Apesar de alguns riscos, como a incerteza geopolítica, o professor acredita que Portugal pode beneficiar de um aumento do investimento europeu em defesa e autonomia estratégica. “As vantagens estruturais que Portugal desenvolveu nos últimos anos podem potenciar um ciclo de investimento produtivo e criação de riqueza”, conclui Filipe Santos.
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Fonte: Sapo





