A aceleradora valenciana Lanzadera voltou a marcar presença na Web Summit 2023, com o objetivo de captar novas startups internacionais. Marta Nogueras, diretora-geral da Lanzadera, explicou ao ECO que a iniciativa visa entender melhor as necessidades dos empreendedores e como a aceleradora pode contribuir para o seu crescimento.
Este é o segundo ano consecutivo em que a Lanzadera participa na cimeira tecnológica, tendo aberto o seu programa de aceleração a startups portuguesas em 2022. “Acreditamos que Portugal possui um grande potencial empreendedor. Nos últimos dois anos, já apoiámos mais de 30 startups de Portugal através do nosso programa em Valência”, afirmou Nogueras.
A aceleradora tem visto um crescimento significativo no seu portefólio, que atualmente conta com 1.700 startups, das quais 400 estão nas suas instalações. Um dado interessante é que 25% dessas startups são fundadas por mulheres. A Lanzadera procura estabelecer uma relação sólida com o ecossistema português e outros ecossistemas internacionais, recebendo candidaturas de países da Europa e da América Latina que desejam estabelecer negócios em Espanha.
Os resultados da Lanzadera são notáveis, sendo a melhor classificada na Península Ibérica no ranking do Financial Times, ocupando a sétima posição na Europa entre 150 incubadoras e aceleradoras. Esta iniciativa foi criada pelo empresário Juan Roig, proprietário da Mercadona, que tem como objetivo apoiar empreendedores todos os anos. A Lanzadera colabora com várias empresas, como a Acciona e a Baleària, para conectar startups a necessidades de inovação.
O programa de aceleração da Lanzadera tem a duração de seis meses, período considerado ideal para ajudar as startups a evoluir rapidamente. Marta Nogueras sublinha que, sem este apoio, as empresas podem levar até dois anos para alcançar os mesmos objetivos.
Quando questionada sobre as diferenças entre os ecossistemas de empreendedorismo de Espanha e Portugal, Nogueras considera que ambos são bastante semelhantes em termos de maturidade. No entanto, destaca a importância da colaboração público-privada em Portugal, que está a ser explorada em Valência através de parcerias com a Startup Valencia e outros stakeholders.
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Fonte: ECO





