Novo compromisso entre arquitetura e sociedade em debate

Nos últimos anos, a arquitetura tem enfrentado desafios significativos, com a evolução tecnológica e as mudanças climáticas a exigir uma adaptação rápida. Apesar de a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, prometer transformar a prática arquitetónica, as mudanças estruturais parecem tardar. A integração de novas ferramentas no ensino e na prática é essencial, mas a autoria humana continua a ser um elemento indispensável.

O mercado imobiliário e da construção tem pressionado os arquitetos, exigindo mais resultados com menos recursos. Esta pressão resulta em riscos técnicos e jurídicos, levando muitos profissionais a optar por soluções pré-fabricadas. A precarização da profissão é uma realidade, e muitos jovens arquitetos ponderam mudar de país ou até de carreira. A falta de honorários de referência, que foram proibidos, agrava a situação, tornando a profissão menos atrativa.

Em Portugal, a situação é ainda mais preocupante, com as condições de trabalho dos arquitetos a deteriorarem-se nos últimos 20 anos. Apesar disso, a arquitetura continua a atrair estudantes e a ser reconhecida a nível nacional e internacional. Este paradoxo levanta questões sobre o futuro da profissão e a sua relevância na sociedade contemporânea.

Nos dias 13, 14 e 15 de novembro, Évora será palco de um congresso onde arquitetos discutirão a “inteligência essencial”. O objetivo é explorar se estamos perante uma simples mudança de paradigma ou se, na verdade, se aproxima uma revolução na arquitetura. O debate remete para reflexões de figuras históricas, como Le Corbusier, que já questionava a relação entre arquitetura e revolução, e a necessidade de novas ferramentas para resolver problemas emergentes.

A Ordem dos Arquitectos propõe um compromisso entre a arquitetura e a sociedade, destacando a importância de conceitos como o Natural, o Ambiental e o Social. O desafio é que todos os intervenientes sociais consigam definir o que é “Essencial” na prática arquitetónica. A discussão em Évora promete ser um marco importante para o futuro da arquitetura em Portugal.

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Fonte: Sapo

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