Durante a 30.ª Conferência das Partes (COP30), que decorre em Belém, Brasil, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciou que Portugal irá investir 1,5 milhões de euros para financiar um programa de transparência nas políticas climáticas dos países lusófonos. Este investimento é visto como essencial na luta contra as alterações climáticas e na capacitação das nações de língua portuguesa para enfrentar os desafios climáticos.
“Acreditamos que este é um passo fundamental para fortalecer as políticas climáticas e promover a colaboração entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa”, afirmou a ministra. Os fundos serão disponibilizados a partir de janeiro de 2026 e ao longo dos próximos cinco anos, com a Bélgica também a manifestar interesse em participar neste programa.
Além do investimento nas políticas climáticas, Maria da Graça Carvalho destacou a criação da Agência para o Clima (ApC), que visa reforçar o papel de Portugal na cooperação internacional em questões climáticas. A agência terá como foco o apoio direto a projetos, a capacitação e a troca de experiências, contando com equipas técnicas especializadas.
Entre 2017 e 2024, Portugal já apoiou 79 projetos em países lusófonos nas áreas da água, resíduos e clima, totalizando cerca de 18 milhões de euros. Este compromisso financeiro é o segundo que Portugal assume no âmbito da cimeira climática. Na passada quinta-feira, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, anunciou uma contribuição de um milhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais, tornando-se o segundo país, após o Brasil, a investir neste fundo global.
As políticas climáticas são, assim, uma prioridade para o governo português, que procura não apenas mitigar os efeitos das alterações climáticas, mas também promover um desenvolvimento sustentável nas comunidades lusófonas. Este investimento reafirma o compromisso de Portugal com a cooperação internacional e a luta contra as mudanças climáticas.
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Fonte: ECO





